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A GRANDE SEMANA, A SEMANA SANTA (completo)



4. SEGUNDA FEIRA DA SEMANA SANTA


Nota de Introdução:
Caro retirante a quaresma tem como meta levar os fiés a participar da páscoa de Cristo. Não tem sentido você caminhar quarenta dia na pratica orante, no jejum e na caridade com tal objetivo e chagar o dia e não participar dos ritos santos. É trocar a Gloria de Deus por um turismo passageiro. É justo visitar a convivência em família. É honroso. Mas é mais justo toda a família participar da santa ceia com o senhor, da gloriosa paixão do senhor, da vigília santa do sábado e do domingo da ressurreição. Na sua roça ou chácara  vai lhe privar de celebrar a grande semana. É prejuízo certo para toda a sua família.  Apresenta mais textos bíblicos e menos comentários.

Graça a ser pedida: Abri Senhor os meus lábios para anunciar os teus louvores. Abri senhor os meus ouvidos para eu escutar a tua Palavra hoje. Abri senhor o meu corçao para guardar tua palavra. Sou o teu Servo.

Estes cânticos do Servo Sofredor preparam os cristãos para a mais idônea contemplação do calvário de Jesus, o servo de Deus.Sua imagem preanuncia a de Cristo.

Leitura do primeiro cântico do servo Sofredor: Is 42,1-7
[7] Ele não clama nem levanta a voz, nem e faz ouvir sua voz pelas ruas. Apresenta a firmeza inabalável do servo rumo a missão a cumprir.

TEXTO EM SI: Quem é este servo! Não quero entrar em detalhes, mas a Igreja aplica o cumprimento deste servo em Cristo, o servo de Deus. Este servo vai proceder com uma firmeza inabalável, com uma energia que nado o retém enquanto ao realizara missão recebida (leia o v. 3-4). Este servo não terá os meios humanos para tão alta missão. O seu comportamento é diferente dos grandes d historia, dos poderosos, dos que mandam. A atitude deste servo é uma forte convicção, mas lenta para atuar, porém mais segura em seus efeitos (leia v. 2-3). Este servo é movido pelo espírito que lhe capacita para proceder com força e doçura (leia v. 1). É o poder de Deus criador (v. 50, presente de modo eminente em seu eleito, como o será também no futuro em todos os que aderirem a nova aliança (j r 31,31-34; Ez 36,25-27).

TEXTO EM SI DOS EVANGELHOS - (leia primeiro Jo 12,1-11)
Este texto é repleto de pressentimentos da morte iminente de Jesus na casa dos tres amigos, Lazaro, marta e Maria. Estejam amigos retirantes atentos aos personagens com suas respectivas atitudes. E em suas atitudes descubra os vínculos com a morte do senhor.


[9] Salmo 26 o Senhor é minha luz e salvação!  Cristo disse: Enquanto estou no mundo Eu sou a luz do mundo. Nele somos luz (Ef 5,8) pense no esplendor de luz que a ressurreição de Jesus. Chegou a você! Agora medite o salmo com mais sabor pascal.
.

 Meditação (de pe. Fernando apresentador do Pao nosso de cada dia. WWW.padrefernandocardos.com.br

O texto Evangélico de hoje é comovente: seis dias antes da Páscoa, Jesus visita Seus amigos de Betânia. Maria realiza um gesto tão feminino quanto amoroso para com Jesus. Unge-lhe os pés e, sem saber, antecipa a unção do corpo de Jesus para a Sua sepultura.
Nós não temos mais que ungir os pés de Jesus, pois Ele Se encontra, Ressuscitado, à direita de Deus. No entanto, como Maria, no passado, gostaríamos de ser, especialmente nesta semana santa, generosos para com o Senhor, através da oração silenciosa e contemplativa. O Próprio Deus inspire em nossos corações um gesto de amor, de delicadeza que nos aproxime de Cristo e Lhe demonstre nossa gratidão. É possível que esse gesto seja uma bela confissão, para que sua paixão dolorosíssima não seja inútil para nós; que consista em meditação de Sua Paixão, ou que se traduza em penitência que nos impomos por amor; ou, ainda, que seja um ato de caridade para com o irmão menor, lembrados do que Ele nos disse: “O que fizerdes ao menor dos meus irmãos, a mim o tereis feito”. De qualquer maneira, um pequeno gesto que manifeste nossa generosidade, e traduza em ação a gratidão que invade nosso coração por termos sido, através de sua paixão dolorosa, reconciliados com Deus. Possamos caminhar com fé e esperança na direção da vida que nos ultrapassa por completo: a imortalidade ou vida eterna.
Este é um texto evangélico que merece ser lido e meditado. Imitemos Maria, mas não imitemos Judas Iscariotes, aquele que, a pretexto de ajudar os pobres, desejava transformar em dinheiro o balsamo derramado por Maria aos pés de Jesus. Ele agiu dessa forma – diz-nos – não porque sentia compaixão dos pobres, mas porque era ladrão e roubava o que era depositado na bolsa comum. Do Livro “O pão Nosso de cada dia”

– Meditação:
Is 42,1-7Jo 12,1-11
O texto Evangélico de hoje é comovente: seis dias antes da Páscoa, Jesus visita Seus amigos de Betânia. Maria realiza um gesto tão feminino quanto amoroso para com Jesus. Unge-lhe os pés e, sem saber, antecipa a unção do corpo de Jesus para a Sua sepultura.
Nós não temos mais que ungir os pés de Jesus, pois Ele Se encontra, Ressuscitado, à direita de Deus. No entanto, como Maria, no passado, gostaríamos de ser, especialmente nesta semana santa, generosos para com o Senhor, através da oração silenciosa e contemplativa. O Próprio Deus inspire em nossos corações um gesto de amor, de delicadeza que nos aproxime de Cristo e Lhe demonstre nossa gratidão. É possível que esse gesto seja uma bela confissão, para que sua paixão dolorosíssima não seja inútil para nós; que consista em meditação de Sua Paixão, ou que se traduza em penitência que nos impomos por amor; ou, ainda, que seja um ato de caridade para com o irmão menor, lembrados do que Ele nos disse: “O que fizerdes ao menor dos meus irmãos, a mim o tereis feito”. De qualquer maneira, um pequeno gesto que manifeste nossa generosidade, e traduza em ação a gratidão que invade nosso coração por termos sido, através de sua paixão dolorosa, reconciliados com Deus. Possamos caminhar com fé e esperança na direção da vida que nos ultrapassa por completo: a imortalidade ou vida eterna.
Este é um texto evangélico que merece ser lido e meditado. Imitemos Maria, mas não imitemos Judas Iscariotes, aquele que, a pretexto de ajudar os pobres, desejava transformar em dinheiro o balsamo derramado por Maria aos pés de Jesus. Ele agiu dessa forma – diz-nos – não porque sentia compaixão dos pobres, mas porque era ladrão e roubava o que era depositado na bolsa comum. Do Livro “O pão Nosso de cada dia”

Salmo 26 o Senhor é minha luz e salvação!Cristo disse: Enquanto estou no mundo Eu sou a luz do mundo. Nele somos luz (Ef 5,8) pense no esplendor de luz que a ressurreição de Jesus...chegou a você! Agora medite o salmo commais sabor pascal.

A tarde Medite “Os Mistérios da Luz do terço 






5  Terceira feira da semana santa – Cor Litúrgica Roxa

[13]Segundo canto do servo sofredorEste segundo poema coloca em relevo a vocação universal do Servo confiada por Deus. [14] leia  primeiro Is 49,1-6.

TEXTO EM SI: O segundo poema do servo de Jáve apresenta uma progressão de idéia que desemboca na missão universal. A ele confiada por deus. A alusão “as nações’ Poe em evidencia a grandeza do servo, a missão universal...”ide a todos as nações..diz o servo ressuscitado aos seus”. A vocação do servo (leia VV.1-2) lembra a de Jeremias (jr 1,4-10) por dois elementos vocacionada no seio materno  e presença da ajuda como garanti do êxito. Cabe ao servo manifestar a grandeza de deus no povo de Israel (leia v. 3), mas sem sucesso, mas o profeta confia (v.4). Deus lança desafio. Deus quer salvar a todos os povo, fará de tudo...(v. 5 -6).

HONRA, GLORIA, PODER E LOUVOR A JESUS, NOSSO DEUS E SENHOR!
Salve, ó Rei, obediente ao pai, vós fostes levado para ser crucificado, como um manso cordeiro é conduzido à matança.

MEDITAÇAO – Leia o texto do Evangelho:
Evangelho de J0 13,21-3.36-38 esteja atento a revelação de Jesus, com os gestos e as palavras da ceia, a plenitude do seu amor por um lado,  a traição de Pedro e Judas por outro, embora com mudanças bem diferentes. Contemple sua historia de fidelidade e traição...mas confiem no amor do Senhor.

 Meditação
Na primeira leitura contemplamos o Servidor misterioso de Deus, que antecipa profeticamente Jesus. Lamenta-se ele, em momento de desafogo, pelo fato de ter trabalhado inutilmente, e de inutilmente ter despedido tanta energia sem qualquer resultado. No entanto, é apenas desafogo momentâneo, porque, na sequencia do texto, ele reafirma sua confiança em Deus.
No Evangelho assistimos a algo semelhante: Jesus Se perturba interiormente e deixa transparecer a angustia que invade Seu coração, mas convida Judas a realizar com rapidez o que ele estava decidido a fazer. Após a saída de Judas da sala da ultima ceia, e depois de se ter ele mergulhado na escuridão da noite, Jesus diz a Seus discípulos: “Agora será glorificado o Filho do Homem, e Deus será glorificado Nele. E Deus O glorificará muito em breve.” Este é o itinerário de Jesus e será também o itinerário da vida cristã.
Existem momentos na existência em que, chocados, sombrios, quase derrotados, não conseguimos sequer contemplar a aurora do dia seguinte; no entanto, estes momentos – para quem tem fé – são momentos extremamente fecundos porque nesses dias, nessas horas de angústia, Deus, misteriosamente, prepara-nos uma aurora radiante e desproporcional ao que nós sofremos. Isto se deu com Jesus em Sua Paixão, transformada em Ressurreição, este é o itinerário de Deus para todo cristão. Depois das noites escuras vividas na perseverança, na paciência e na esperança, Deus nos faz experimentar a beleza do Seu dom. Do livro O Pão nosso de cada dia” de Pe. Fernando Cardoso.

QUE ATITUDE ME ASSEMELHO DO TEXTO BIBLICO DE JOAOA – Esteja atento a revelação de Jesus, com os gestos e as palavras da ceia, a plenitude do seu amor por um lado,  a traição de Pedro e Judas por outro, embora com mudanças bem diferentes. Contemple sua historia de fidelidade e traição, mas confiem no amor do Senhor.


[15] Salmo 70 minha boca anunciara vossa justiça.

Medite os mistérios dolorosos do terço



6. Quarta feira santa – Cor Litúrgica

Terceiro Canto do Servo Sofredor de Isaías (Leia Is 50,4-7)

Recordando que o Senhor Jesus se fez obediente ao Pai, um verdadeiro discípulo, aprendendo com o sofrimento, e encontrou forças na confiança no seu Senhor e Deus.
[19] Salmo 68 respondei-me pelo vosso imenso amor, neste tempo favorável, Senhor Deus.

O texto em si: O poema avança na descrição do sofrimento do servo sofredor. O sofrimento é aceito pelo servo e posto em relação como chamado que Deu lhe renova a cada dia (v.4-5). Tem uma atitude de escuta da palavra. A confiança em deus é quem lhe dar força (v7-9). O servo é servo da palavra, a Igreja é casa da palavra. Não se pode calar.

[20]Evangelho de Mateus 26,14-25 este texto insiste sobre a traição de Judas e seu fim bem como no Dom da liberdade. Pense neste precioso Dom.....que uso tenho feito de minha liberdade...

Salve, nosso rei, somente vós tendes compaixão dos nossos erros.

Texto em si: Mateus insiste na atitude de Judas sobre a traição e o seu fim que parece abandonar Cristo antes porque tinha menos fé no Messias do que por sede no dinheiro (27,3-10): Outro elemento importante é o verbo “entregar”: entrega humana, Judas, sinedrio entregou Jesus, entrega divina, O pai o integra (Jo 3,16). A primazia é o amar de deus em cristo. Estamos ante um grande Mistério de fé e de amor (Rm 8,28-32; 11,28-36).

MEDITAÇAO DO PADRE FERNANDO

Nesta quarta-feira da Semana Santa, coloca-nos a liturgia frente a frente com o traidor de Jesus, melhor, com aquele que resolveu entregá-Lo. Sobre esta figura sinistra debruçaram-se e debruçam-se pintores, escultores, dramaturgos, teatrólogos e literatos de todos os tempos. Que terá levado Judas a tomar tal decisão com relação a Jesus? Teria ele recebido alguma censura da parte de Jesus? Ter-se-ia desencantado com Ele? Estaria frustrado com relação a sonhos nacionalistas cuja realização atribuía a Jesus? Todas estas perguntas, e outras mais podemos formular sem nunca encontrar resposta satisfatória.
 Alguns fariam outro tipo de indagações: onde se encontra Judas neste momento? Há quem afirme que Judas se tenha salvado, outros dizem que se condenou. Lucas, laconicamente, nos Atos dos Apóstolos, escreve a seus leitores que, tendo abandonado o posto ao qual Jesus o designou, ele se dirigiu para o seu lugar. Qual exatamente o lugar de Judas, nunca saberemos.
 No entanto, lendo este evangelho, não condenemos simplesmente Judas, porque seu gesto, camuflado de mil maneiras e por vezes agravado, pode ser repetido por cada um de nós. Judas, com toda segurança, não tinha de Jesus a concepção cristológica e teológica que temos hoje, possuindo atrás de nós dois mil anos de pensamento cristão e estudos teológicos. Judas nada conhecia disso. Ele não sabia que estava para entregar o Senhor do Céu e da Terra. Sabemos que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem e, apesar de termos uma ciência superior à de Judas, muitos de nós não se comportam de modo semelhante a Ele? Quantas vezes entregamos Jesus? Quantas vezes O vendemos? Quantas vezes preferimos nosso prazer e sucesso, a Jesus? Quantas vezes O afastamos dos nossos olhos? Nesses momentos imitamos Judas. Nesta quarta feira da Semana Santa, supliquemos humildemente a Cristo o perdão peças injúrias e ofensas que cometemos em nossa vida.

Salmo 68: respondei-me pelo vosso imenso amor, neste tempo favorável, Senhor Deus.
Medite os Mistérios do terço doloroso  ou a via sacra do papa Francisco ou da CF do ano em curso.
TRIDUO PASCAL DO SENHOR
Nota introdutória:
Caro retirante este Tríduo Pascal é o coração do ano litúrgico. Creiamos nesta verdade. c Nenhuma outra realidade é superior. Repito nenhuma.  É prejuízo espiritual se ausentar da grande semana. Não queira este prejuízo. Siga a orientação da Igreja. Não siga outro convite senão este celebrar gloriosa paixão de Cristo, celebrar a belíssima vigília pascal, e a páscoa da ressurreição.  O Tríduo Pascal é a própria realidade da páscoa do senhor, celebrada sacramentalmente em três dias: A sexta-feira santa celebra a paixão; o sábado santo, a sepultura; o domingo, a ressurreição. Cada dia do tríduo relembra o outro e abre-se sobre o ouro como a idéia da ressurreição supõe a morte. O centro de gravitação dos três dias é a vigília pascal, com a celebração eucarística. Na quinta feira santa é páscoa sacramental memória perene do senhor. Acompanhemos os textos litúrgicos:




7. TRÍDUO PASCAL A Quinta feira santa – Cor Litúrgica Branca

O catecismo n. 1337 tendo amado os seus, o Senhor amou-os até ao fim. Sabendo que era chagada a sua hora de partir deste mundo para regressar ao Pai, no decorrer duma refeição, lavou-lhes os pés e deu-lhes o mandamento do amor.Para lhes dar uma garantia deste amor, para jamais se afastar  dos seus e para os tornar participantes de sua páscoa, instituiu a Eucaristia como memorial da sua morte e da sua ressurreição, e ordenou aos seus Apóstolos que a celebrassem  até ao seu regresso, constituindo-os, então,  sacerdotes do Novo testamento.
Como viver intensamente este dia! Deve-se como Ação de graças. Dia de Intensa festa com o senhor. Dia de despedida!
Para serem lidos antes da Missa na Ceia do Senhor: 
1. Jo 13,1 – 14,31   É a emocionante narração da Ceia segundo João. Procure unir-se aos sentimentos de Cristo; procure entrar no clima de despedida e comoção daquela Ceia derradeira. 
2. Sl 113(112) – Sl 118(117)        
Estes seis salmos formam o Hallel (= Louvor: Hallelu-Iah: louvai o Senhor) que os judeus cantavam na Ceia pascal judaica. Jesus cantou-os neste dia, recordando tudo quanto Deus fizera pelo seu povo, ao tirá-lo do Egito cf. Mc14,26 . Se não for possível rezar estes salmos antes da Missa na Ceia do Senhor, que eles sejam rezados logo após. 
Para serem lidos após a Missa na Ceia do Senhor: 
3. Jo 15,1 – 17,26  
Estes discursos de Jesus devem ser lidos após a Missa na Ceia do Senhor e dos Salmos do Hallel. Procure lê-los com o coração, devagar, curtindo, como em câmara lenta, cada palavra do Senhor que se entregou. É um discurso de despedida, que termina com a Oração Sacerdotal de Jesus. Antes de ser entregue, ele se oferece por nós e por nós reza ao Pai. 
4. Salmos 6, 32(31), 38(37), 51(50), 102(101), 130(129) e 143(142)          
Após a Ceia, Jesus entrou numa profunda agonia, no Horto das Oliveiras. Seria ótimo terminar o dia com estes sete salmos. São os salmos penitenciais da Igreja. Reze-os por você, pela Igreja e pelo mundo inteiro, pelos quais o Cristo sofreu e se entregou à morte. Reze-os como se fosse o próprio Cristo rezando pela sua voz. É verdade que ele não teve nenhum pecado, mas nunca esqueça: ele assumiu os nossos... 

PRIMEIRA LEITURA Ex 12,1-8.11-14
Ritual da ceia pascal: Leia o texto com uma pergunta: Que significa páscoa para o povo Judeu! A resposta se encontra na primeira leitura: Um rito e uma passagem.
a)Primeiro sentido mais primitivo a páscoa Os ázimos: ( pão sem fermento) judaica era a festa dos agricultores  que ofereciam a Deus as primícias do campo. A páscoa, festa pré-israelita de pastores nômades que sacrificava ao senhor um cordeiro como primícias dos seus rebanhos. Depois com a reforma religiosa de Josias ambas as festas se fundam em uma única: é a páscoa descrita em EX 12 que conserva os dois elementos básicos: o cordeiro e os Paes ázimos.
b)O significado da páscoa: era transmito oral pela família, na hora em que se comia o cordeiro imolado. O menor da família perguntava ao maior pelo sentido do rito e a explicação vinha recordando “mirabile Deu” (maravilha de Deus), sobretudo a maravilha  da libertação da escravidão do Egito (VV. 26-27): por isso era celebrada em atitude de viagem (v. 11).
SALMO – reunida no Espírito Santo para celebrar a Ceia do Senhor, a Igreja responde á Palavra de Deus com um salmo de ação de graças, de bênção para  o grande beneficio recebido no do da eucaristia. É o salmo 115. “o teu cálice, Senhor, é dom de Salvação”.
SEGUNDA LEITURA 1Cor 11,23-26:
Cristo é a nossa Páscoa (1Cor 5,7): Paulo transmite o novo sentido da páscoa após 20 anos da morte de Cristo. Salvação do pecado (1Cor 15,3). Sacrifício de Cristo novo memorial “Fazei Isto” em minha memória (VV.24-25): Jesus verdadeiro cordeiro pascal e glorificado para os nossos pecados e, por isso, nossa verdadeira páscoa: fruto do sacrifício é a comunhão com o senhor.
EVANGELHO (Jo 13,1-15): Jo descreve a atitude de Cristo (palavra e gestos), que vive conscientemente a sua passagem (v. 1): Senhor e mestre, Jesus se faz servo gesto que faz compreender a sua missão redentora: servir e dar a vida maior serviço (Mc 10,45). Realiza este serviço (gesto de lavar os pés) na noite em que foi entregue (Jo 13,1): Jesus se entrega pelos nossos pecados; entregou aos seus a eucaristia e o mandamento do amor. Imitação dos seguidores vida pessoal (v. v.15). Sinal da páscoa com cristo é o amor manifestado aos irmãos (1jo 3,14). Agora deguste duas meditações uma da tradição da Igreja do Bispo Melitao de Sardes. É belíssima! Muito bela! Bela mesma! Comprove. Depois medita a segunda que deixo de presente de páscoa.


O Mistério pascal da salvação:
Cristo, nossa Páscoa!
Foram explicadas as palavras do mistério: como a ovelha foi imolada e o povo foi salvo.

Compreendei, pois, caríssimos! É assim novo e antigo, eterno e temporal, corruptível e incorruptível, mortal e imortal o mistério da Páscoa: antigo segundo a Lei,novo segundo o Verbo; temporal na figura, eterno na graça; corruptível pela imolação da ovelha, incorruptível pela vida do Senhor; mortal Cristo, nossa Páscoa!

Da homilia sobre a Páscoa de Melitão de Sardes (+177), Bispo:

Foi lida a Escritura a respeito do êxodo hebreu, foram explicadas as palavras do mistério: como a ovelha foi imolada e o povo foi salvo.

Compreendei, pois, caríssimos! É assim novo e antigo, eterno e temporal, corruptível e incorruptível, mortal e imortal o mistério da Páscoa: antigo segundo a Lei, novo segundo o Verbo;temporal na figura, eterno na graça; corruptível pela imolação da ovelha, incorruptível pela vida do Senhor; mortal pela sepultura, na terra, imortal pela ressurreição dentre os mortos. Antiga a Lei, novo o Verbo; temporal a figura, eterna a dádiva; corruptível a ovelha, incorruptível o Senhor, o qual, imolado como cordeiro, ressurgiu como Deus. Pois, como a ovelha, foi levado ao matadouro, mas não era ovelha; como o cordeiro, não abriu a boca, mas não era cordeiro.Passou a figura, persiste a realidade. Em vez do cordeiro, Deus presente, em vez da ovelha, um homem, e neste homem, Cristo, aquele que sustém todas as coisas. Assim, o sacrifício da ovelha, e a solenidade da Páscoa, e a letra da Lei, cederam lugar ao Cristo Jesus, por causa do qual tudo sucedera na antiga Lei, e muito mais sucede na nova disposição. Pois a Lei se converteu em Verbo, o antigo em novo, ambos saídos de Sião, e de Jerusalém. O mandamento se converteu em dádiva, a figura em realidade, o cordeiro em Filho, a ovelha em homem, o homem em Deus. Com efeito, aquele que nascera como Filho, e fora conduzido como cordeiro, sacrificado como ovelha, sepultado como homem, ressuscitou dentre os mortos como Deus, sendo por natureza Deus e homem. Ele é tudo: enquanto julga, é lei;enquanto ensina, Verbo; enquanto gera, pai; enquanto sepultado, homem; enquanto ressurge, Deus; enquanto gerado, Filho; enquanto padece, ovelha; ele, Jesus Cristo, a quem seja dada a glória pelos séculos. Amém. pela sepultura, na terra, imortal pela ressurreição dentre os mortos. Antiga a Lei, novo o Verbo; temporal a figura, eterna a dádiva;
corruptível a ovelha, incorruptível o Senhor, o qual, imolado como cordeiro, ressurgiu como Deus. Pois, como a ovelha, foi levado ao matadouro, mas não era ovelha;como o cordeiro, não abriu a boca, mas não era cordeiro. Passou a figura, persiste a realidade. Em vez do cordeiro, Deus presente, em vez da ovelha, um homem, e neste homem, Cristo, aquele que sustém todas as coisas. Assim, o sacrifício da ovelha, e a solenidade da Páscoa, e a letra da Lei, cederam lugar ao Cristo Jesus, por causa do qual tudo sucedera na antiga Lei, e muito mais sucede na nova disposição. Pois a Lei se converteu em Verbo, o antigo em novo, ambos saídos de Sião, e de Jerusalém. O mandamento se converteu em dádiva, a figura em realidade, o cordeiro em Filho, a ovelha em homem, o homem em Deus. Com efeito, aquele que nascera como Filho, e fora conduzido como cordeiro, sacrificado como ovelha, sepultado como homem, ressuscitou dentre os mortos como Deus, sendo por natureza Deus e homem.
Ele é tudo:
enquanto julga, é lei;
enquanto ensina, Verbo;
enquanto gera, pai;
enquanto sepultado, homem;
enquanto ressurge, Deus;
enquanto gerado, Filho;
enquanto padece, ovelha;
ele, Jesus Cristo, a quem seja dada a glória pelos séculos. Amém.


MEDITAÇÃO 2 DA QUINTA FEIRA SANTA
Caro retirante o nosso crescimento espiritual depende da intensidade da leitura, meditação, contemplação e vivencia da palavra de Deus. A mesa da Palavra é abundante. Por isso oportunizei aos irmãos o Evangelho de Jesus segundo Mateus orado neste tempo forte. Hoje voltamos para a meditação sobre a ceia pascal do Senhor. Quero chamar atenção de toda a sua família com  três perguntas fundamentais:
1)    A primeira, o que significa páscoa para o povo Judeu! A primeira leitura do êxodo 12 responde. É um rito e uma passagem. Tal rito consiste em imolar um cordeiro em comunidade como vitima pascal em honra do Senhor. “toda a comunidade de Israel reunida o imolara ao cair da tarde (v. 6 e 11) a imolação do cordeiro feita pela comunidade dos filhos de Israel á tarde, como vitima pascal em honra do Senhor (v.6) É a páscoa, isto é, passagem do Senhor (v.11). O senhor passa para libertar. A passagem do senhor, durante a noite, para ferir os primogênitos do Egito (v. 12); Passa para proteger. O sinal distintivo para proteger (v. 13); este dia é memorial do Senhor, ou seja, tornar presente a todas as gerações a libertação operada por Deus. No sentido que lhe dá a Sagrada Escritura, o memorial não é somente a lembrança dos acontecimentos do passado, mas a proclamação das maravilhas que Deus fez pelos homens (188). Na celebração litúrgica destes acontecimentos, eles tomam-se de certo modo presentes e actuais. É assim que Israel entende a sua libertação do Egipto: sempre que se celebrar a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo tornam-se presentes à memória dos crentes, para que conformem com eles a sua vida”. Nunca deve esquecer este acontecimento. Esquecer é pecado grave.
2)    A segunda é o que é Páscoa para Jesus! O Evangelho responde.  Para Jesus Páscoa  é um rito e uma passagem. Passagem na dor da cruz. “Era antes da festa da páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1). A hora que Jesus é a sua gloriosa paixão e ressurreição. Passagem feita com derramamento de sangue cujo fruto bendito é a comunhão com o corpo do Senhor. Passagem que nos libertou plenamente da escravidão do pecado (1co 15,3). O memorial recebe um sentido novo no Novo Testamento. Quando a Igreja celebra a Eucaristia, faz memória da Páscoa de Cristo, e esta se torna presente: o sacrifício que Cristo ofereceu na cruz uma vez por todas, continua sempre actual (189): «Todas as vezes que no altar se celebra o sacrifício da cruz, no qual "Cristo, nossa Páscoa, foi imolado", realiza-se a obra da nossa redenção»... Na Eucaristia, Cristo dá aquele mesmo corpo que entregou por nós na cruz, aquele mesmo sangue que «derramou por muitos em remissão dos pecados» (Mt 26, 28) *CIC, n.). isto é meu corpo, isto é meu sangue. Tomai e comei. Que dom tão grande que não tenho palavra para me exprimir a não ser com o salmo 115.
3)    A terceira pergunta o que significa páscoa para nós! Um rito e uma passagem. Paulo Apostolo responde na segunda leitura. Cristo, nossa Páscoa, verdadeiro cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Pão da vida eterna. Jesus disse: “fazei isto em memória de mim”. Os fiés católicos reunidos em nome do senhor e cumprindo o seu mandato celebra Cristo, nossa páscoa. Ele é o definitivo cordeiro pascal sacrificado durante a páscoa na cruz e comido na ceia eucarística, que está por isso mesmo em relação imediata com o sacrifício de Cristo. Cristo me fez participar de usa páscoa pelo batismo e pela sagrada eucaristia. “A Páscoa de Cristo inclui, juntamente com a paixão e morte, a sua ressurreição. Assim o lembra a aclamação da assembléia depois da consagração: « Proclamamos a vossa ressurreição ». Com efeito, o sacrifício eucarístico torna presente não só o mistério da paixão e morte do Salvador, mas também o mistério da ressurreição, que dá ao sacrifício a sua coroação. Por estar vivo e ressuscitado é que Cristo pode tornar-Se « pão da vida » (Jo 6, 35.48), « pão vivo » (Jo 6, 51), na Eucaristia” (A igreja vive da Eucaristia).


Medite os “Mistérios da Luz”.

Medite sobre o sacramento da Eucaristia – encontra –se na segunda parte do Catecismo da Igreja Católica.

Dia de Intensa caridade

Dia de Ceia larga

Nota: Neste dia a Igreja adora a Cristo Eucarístico até a meia noite.



8. Sexta-Feira santa, Cor Litúrgica vermelha

Paixão do Senhor não é considerado pela Liturgia como dia de luto e pranto, mas dia de amorosa contemplação do sacrifício cruento de Jesus, ou seja, com derreamento de sangue, fonte de nossa salvação. Hoje, a Igreja não faz um funeral do Senhor, mas celebra a morte vitoriosa do Senhor. J03,16. Dia de jejum radical e abstinência de carne. Dia de silencio! Neste santíssimo dia de jejum e abstinência de carne, devemos manter um respeitoso recolhimento, unindo-nos piedosamente Àquele que por nós se entregou até a morte. Nada de atividades inúteis, nada de músicas profanas, nada de televisão dispersiva, nada de conversas inúteis! 
26. Antes da Celebração da Paixão  Pela manhã, preparando-se para participar à tarde da Solene Ação Litúrgica da Paixão do Senhor, reze o seguinte: 
1.Is 42,1-9; 49,1-7; 50,4-10; 52,13 – 53,12        São os quatro cânticos do Servo Sofredor. Eles prenunciam a paixão do Senhor e revelam os sentimentos do seu coração bendito. Esses cânticos devem ser rezados com o “coração na mão”, com toda unção e devoção!
2. Salmos 21(22), 31(30) e 69(68)
          Destes três salmos, dois (o 21 e o 31) foram citados por Jesus na cruz. Os três revelam os seus sentimentos, ele, que tomou sobre si todos os nossos pecados! Estes salmos devem ser rezados como que emprestando nossa voz ao próprio Cristo, reproduzindo em nós os seus sentimentos benditos! 
PARTICIPE DA PAIXAO DO SENHOR: Celebração do Senhor em três momentos

LITURGIA DA PAIXAO DE NOSSOSENHOR JESUS CRISTO

Leia: Is 52,13-53,12

Quarto cântico do servo Sofredor rico em ensinamento
Apresentação do cântico (52,13-15) temos o contraste entre os dois extremos; a primeiro a máxima objeção e humilhação; depois, o triunfo estrepitoso e inesperado , celebrado por todos.
Em seguida (53,1-12) descrição e explicação do estado de paixao-morte para o estado de glorificação. Este servo suscita admiração.
Origem humilde e ignorada pelo mundo, mas trata-se de um broto previsto e pré-ordenado por Deus.,que cresce diante de seus olhos.
Características do servo: humilhação e feiúra por sofrimento.
Inocente e sofre por causa das iniqüidades dos outros (VV.4-5).
Méritos que vem dele (VV.11-12).
Servo (povo de Israel) ou um individuo (pessoa concreta).
O Novo testamento dará o sentido pleno da personalidade do servo sofredor, vendo-a cumprida na pessoa de Cristo. O Evangelho da Paixão antecipada.
SALMO resposta a palavra de Deus que a Igreja acolhe com o salmo 30,cujo versículo 6 foi pronunciado por Cristo na cruz (Lc 23,46). São proclamados os versículos mais expressivos (VV. 2 e 6; 12-13; 15-16; 17 e 25).

SEGUNDA LEITURA (Hb 4,14-16; 5,7-9)

Jesus, Servo Sofredor e sumo e eterno sacerdote, a quem devemos a nossa fidelidade e confiança.
Fato importante o Verbo assume a nossa natureza, aprende a obediência, morre de morte de cruz e é exaltado. Compreende as nossas fraquezas (4,16).
O texto apresenta Cristo, Sumo sacerdote, no ato supremo de sua mediação: a Hora do getsemani e do calvário. É acentuada a sua obediência(V7-8). A eficacia da Pascoa a quem aceito o Filho de Deus (v. 9). Através do sacrifício do calvário e  partir desse momento, temos ‘ um sacerdote eminente –a frente da casa de Deus (Hb 10,2). Resposta a Palavra e preparando para a Paixão canta o belíssimo hino Fil 2,8-9). Kenosis e Gloria de cristo.

EVANGELHO (Jo 18,1-19,42)


MEDITAÇÃO
JESUS CRISTO:
O SOFRIMENTO VENCIDO PELO AMOR

14. « Deus amou tanto o mundo que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que crê n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna ». (27) Estas palavras pronunciadas por Cristo no colóquio com Nicodemos, introduzem-nos no próprio centro da ação salvífica de Deus. Elas exprimem também a própria essência da soteriologia cristã, quer dizer, da teologia da salvação. E salvação significa libertação do mal; e por isso mesmo está em relação íntima com o problema do sofrimento. Segundo as palavras dirigidas a Nicodemos, Deus dá o seu Filho ao « mundo » para libertar o homem do mal, que traz em si a definitiva e absoluta perspectiva do sofrimento. Ao mesmo tempo, a palavra « dá » (« deu ») indica que esta libertação deve ser realizada pelo Filho unigénito, mediante o seu próprio sofrimento. E nisto se manifesta o amor, o amor infinito, quer do mesmo Filho unigénito, quer do Pai, o qual « dá » para isso o seu Filho. Tal é o amor para com o homem, o amor pelo « mundo »: é o amor salvífico.
Encontramo-nos aqui — importa dar-nos conta disso claramente na nossa reflexão comum sobre este problema — perante uma dimensão completamente nova do nosso tema. É uma dimensão diversa daquela que determinava e, em certo sentido, restringia a busca do significado do sofrimento dentro dos limites da justiça. É a dimensão da Redenção, que no Antigo Testamento as palavras do justo Job — pelo menos segundo o texto da Vulgata — parecem já prenunciar: « Sei, de facto, que o meu Redentor vive e que no último dia ... verei o meu Deus ... ».28 Enquanto que até aqui as nossas considerações se concentravam, primeiro que tudo e, em certo sentido, exclusivamente, no sofrimento sob as suas múltiplas formas temporais (como era o caso também dos sofrimentos do justo Job), agora as palavras do colóquio de Jesus com Nicodemos, acima citadas, referem-se ao sofrimento no seu sentido fundamental e definitivo. Deus dá o seu Filho unigénito, para que o homem « não pereça »; e o significado deste « não pereça » é cuidadosamente determinado pelas palavras que lhe seguem: « mas tenha a vida eterna ».
O homem « perece », quando perde a « vida eterna ». O contrário da salvação não é, pois, somente o sofrimento temporal, qualquer sofrimento, mas o sofrimento definitivo: a perda da vida eterna, o ser repelido por Deus, a condenação. O Filho unigénito foi dado à humanidade para proteger o homem, antes de mais nada, deste mal definitivo e do sofrimento definitivo. Na sua missão salvífica, portanto, o Filho deve atingir o mal nas suas próprias raízes transcendentais, a partir das quais se desenvolve na história do homem. Estas raízes transcendentais do mal estão pegadas ao pecado e à morte: elas estão, de fácto, na base da perda da vida eterna. A missão do Filho unigênito consiste em vencer o pecado e a morte. E Ele vence o pecado com a sua obediência até à morte, e vence a morte com a sua ressurreição.
15. Quando se diz que Cristo com a sua missão atinge o mal nas próprias raízes, nós pensamos não só no mal e no sofrimento definitivo, escatológico (para que o homem « não pereça, màs tenha a vida eterna »), mas também — pelo menos indiretamente — no mal e no sofrimento na sua dimensão temporal e histórica. O mal, de fato, permanece ligado ao pecado e à morte. E ainda que se deva ter muita cautela em considerar o sofrimento do homem como consequência de pecados concretos (como mostra precisamente o exemplo do justo Job), ele não pode contudo ser separado do pecado das origens, daquilo que em São João é chamado « o pecado do mundo », (29) nem do pano de fundo pecaminoso das ações pessoais e dos processos sociais na história do homem. Se não é permitido aplicar aqui o critério restrito da dependência direta (como faziam os três amigos de Job), não se pode também, por outro lado, pôr absolutamente de parte o critério segundo o qual, na base dos sofrimentos humanos, há uma multíplice implicação com o pecado.
Sucede o mesmo quando se trata da morte. Esta, muitas vezes, até é esperada, como uma libertação dos sofrimentos desta vida; ao mesmo tempo, não é possível deixar passar despercebido que ela constitui como que uma síntese definitiva da obra destrutora do sofrimento, tanto no organismo corporal como na vida psíquica. Mas a morte comporta, antes de mais, a desagregação da personalidade total psicofísica do homem. A alma sobrevive e subsiste separada do corpo, ao passo que o corpo é sujeito a uma decomposição progressiva, segundo as palavras do Senhor Deus, pronunciadas depois do pecado cometido pelo homem nos princípios da sua história terrena: « És pó e em pó te hás-de tornar ».(30) Portanto, mesmo que a morte não seja um sofrimento no sentido temporal da palavra, mesmo que de certo modo ela se encontre para além de todos os sofrimentos, contudo o mal que o ser humano nela experimenta tem um carácter definitivo e totalizante. Com a sua obra salvífica, o Filho unigénito liberta o homem do pecado e da morte. Antes de mais, cancela da história do homem o domínio do pecado, que se enraizou sob o influxo do Espírito maligno a partir do pecado original; e dá desde então ao homem a possibilidade de viver na Graça santificante. Na esteira da vitória sobre o pecado, tira o domínio também à morte, abrindo, com a sua ressurreição, o caminho para a futura ressurreição dos corpos. Uma e outra são condição essencial da « vida eterna », isto é, da felicidade definitiva do homem em união com Deus; isto, para os salvados, quer dizer que na perspectiva escatológica o sofrimento é totalmente cancelado.
Como consequência da obra salvífica de Cristo, o homem passou a ter, durante a sua existência na terra, a esperança da vida e da santidade eternas. E ainda que a vitória sobre o pecado e sobre a morte, alcançada por Cristo com a sua Cruz e a sua Ressurreição, não suprima os sofrimentos temporais da vida humana, nem isente do sofrimento toda a dimensão histórica da existência humana, ela projecta, no entanto, sobre essa dimensão e sobre todos os sofrimentos uma luz nova. É a luz do Evangelho, ou seja, da Boa Nova. No centro desta luz encontra-se a verdade enunciada no colóquio com Nicodemos: « Com efeito, Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigénito ».(31) Esta verdade opera uma mudança, desde os fundamentos, no quadro da história do homem e da sua situação terrena. Apesar do pecado que se enraizou nesta história, como herança original, como « pecado do mundo » e como suma dos pecados pessoais, Deus Pai amou o Filho unigênito, isto é, ama-o de modo perdurável; depois, no tempo, precisamente por motivo deste amor que supera tudo, Ele « dá » este Filho, a fim de que atinja as próprias raízes do mal humano e assim se aproxime, de maneira salvífica, do inteiro mundo do sofrimento, no qual o homem é participante.
16. Na sua actividade messiânica no meio de Israel, Cristo tornou-se incessantemente próximo do mundo do sofrimento humano. « Passou fazendo o bem »; (32) e adoptava este seu modo de proceder em primeiro lugar para com os que sofriam e os que esperavam ajuda. Curava os doentes, consolava os aflitos, dava de comer aos famintos, libertava os homens da surdez, da cegueira, da lepra, do demónio e de diversas deficiências físicas; por três vezes, restituiu mesmo a vida aos mortos. Era sensível a toda a espécie de sofrimento humano, tanto do corpo como da alma. Ao mesmo tempo ensinava; e no centro do seu ensino propôs as oito bem-aventuranças, que são dirigidas aos homens provados por diversos sofrimentos na vida temporal. Estes são os « pobres em espírito », « os aflitos », « os que têm fome e sede de justiça », « os perseguidos por causa da justiça », quando os injuriam, os perseguem e, mentindo, dizem toda a espécie de mal contra eles por causa de Cristo... (33) É assim segundo São Mateus; e São Lucas menciona ainda explicitamente aqueles « que agora têm fome ». (34)
De qualquer modo, Cristo aproximou-se do mundo do sofrimento humano, sobretudo pelo facto de ter ele próprio assumido sobre si este sofrimento. Durante a sua actividade pública, ele experimentou não só o cansaço, a falta de uma casa, a incompreensão mesmo da parte dos que viviam mais perto dele, mas também e acima de tudo foi cada vez mais acantoado por um círculo hermético de hostilidade, ao mesmo tempo que se iam tornando cada dia mais manifestos os preparativos para o eliminar do mundo dos vivos. E Cristo estava cônscio de tudo isto e muitas vezes falou aos seus discípulos dos sofrimentos e da morte que o esperavam: « Eis que subimos a Jerusalém; e o Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas, e eles condená-lo-ão à morte e entregá-lo-ão nas mãos dos gentios, que o hão-de escarnecer, cuspir sobre ele, flagelar e matar. Mas três dias depois ressuscitará ». (35) Cristo vai ao encontro da sua paixão e morte com plena consciência da missão que deve realizar exactamente desse modo. É por meio deste seu sofrimento que ele tem de fazer com que « o homem não pereça, mas tenha a vida eterna ». É precisamente por meio da sua Cruz que ele deve atingir as raízes do mal, que se embrenham na história do homem e nas almas humanas. É precisamente por meio da sua Cruz que ele deve realizar a obra da salvação. Esta obra, no desígnio do Amor eterno, tem um carácter redentor.
Por isso, Cristo repreende severamente Pedro quando ele pretende faze-lo abandonar os pensamentos sobre o sofrimento e a morte na Cruz. (36) E quando, no momento de Ele ser preso no Getsémani, o mesmo Pedro procura defendê-lo com a espada, Cristo diz-lhe: « Mete a tua espada na bainha ... Como se cumpririam então as Escrituras, segundo as quais é necessário que assim suceda? ». (37) E diz ainda: « Não hei-de eu beber o cálice que meu Pai me deu? ». (38) Esta resposta — tal como outras que aparecem em diversos pontos do Evangelho — mostram quanto Cristo estava profundamente compenetrado do pensamento que já tinha exprimido no colóquio com Nicodemos: « Com efeito, Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que crê n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna ». (39) Cristo encaminha-se para o próprio sofrimento, consciente da força salvífica deste; e vai, obediente ao Pai e, acima de tudo, unido ao Pai naquele mesmo amor, com o qual Ele amou o mundo e o homem no mundo. E por isso, São Paulo escreverá, referindo-se a Cristo: « Amou-me e entregou-se a si mesmo por mim ». (40)
17. As Escrituras tinham que ser cumpridas. Eram muitos os textos messiânicos do Antigo Testamento que anunciavam os sofrimentos do futuro Ungido de Deus. De entre todos eles, é particularmente comovedor aquele que habitualmente se designa como Canto quarto do Servo de Javé, contido no Livro de Isaías. O profeta, que justamente é chamado «o quinto evangelista », dá-nos neste Canto a imagem dos sofrimentos do Servo, com um realismo tão vivo como se o contemplasse com os próprios olhos: com os olhos do corpo e com os do espírito. A paixão de Cristo torna-se, à luz dos versículos de Isaías, quase mais expressiva e comovente do que nas descrições dos próprios evangelistas. Eis como se nos apresenta o verdadeiro Homem das dores:
« Não tem aparência bela nem decorosa
para atrair os nossos olhares...
Foi desprezado e evitado pelos homens,
homem das dores, familiarizado com o sofrimento;
como pessoa da qual se desvia o rosto,
desprezível e sem valor para nós.
No entanto, ele tomou sobre si as nossas enfermidades
carregou-se com as nossas dores,
e nós o julgávamos açoitado
e homem ferido por Deus e humilhado.
Mas foi transpassado por causa dos nossos delitos,
e espezinhado por causa das nossas culpas.
A punição salutar para nós foi-lhe infligida a ele,
e as suas chagas nos curaram.
Todos nós, como ovelhas, nos desgarrámos,
cada um seguia o seu caminho;
o Senhor fez cair sobre ele
as culpas de todos nós »
. (41)
O Canto do Servo sofredor contém uma descrição na qual se podem, de certo modo, identificar os momentos da paixão de Cristo com vários pormenores dos mesmos: a prisão, a humilhação, as bofetadas, os escarros, o rebaixamento da própria dignidade do prisioneiro, o juízo injusto; e, a seguir, a flagelação, a coroação de espinhos e o escárnio, a caminhada com a cruz, a crucifixão e a agonia.
Mais do que esta descrição da paixão, impressiona-nos ainda nas palavras do Profeta a profundidade do sacrifício de Cristo. Ele, embora inocente, carregou-se com os sofrimentos de todos os homens, porque assumiu sobre si os pecados de todos. « O Senhor fez cair sobre ele as culpas de todos nós »: todo o pecado do homem, na sua extensão e profundidade, se torna a verdadeira causa do sofrimento do Redentor. Se o sofrimento « se pode medir » pelo mal suportado, então as expressões do Profeta permitem-nos compreender a medida deste mal e deste sofrimento que Cristo carregou sobre si. Pode-se dizer que se trata de um sofrimento « substitutivo »; mas ele é, sobretudo, « redentor ». O Homem das dores da citada profecia é verdadeiramente aquele « cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo ». (42) Com o seu sofrimento, os pecados são cancelados precisamente porque só ele, como Filho unigénito, podia tomá-los sobre si, assumi-los com aquele amor para com o Pai que supera o mal de todos os pecados; num certo sentido, ele aniquila este mal, no plano espiritual das relações entre Deus e a humanidade, e enche o espaço criado com o bem.
Deparamos aqui com a dualidade de natureza de um único sujeito pessoal do sofrimento redentor. Aquele que, com a sua paixão e morte na Cruz, opera a Redenção é o Filho unigénito que Deus nos « deu ». Ao mesmo tempo, este Filho da mesma natureza que o Pai sofre como homem. O seu sofrimento tem dimensões humanas; e tem igualmente — únicas na história da humanidade — uma profundidade e intensidade que, embora sendo humanas, podem ser também uma profundidade e intensidade de sofrimento incomparáveis, pelo facto de o Homem que sofre ser o próprio Filho unigénito em pessoa: « Deus de Deus ». Portanto, somente Ele — o Filho unigénito — é capaz de abarcar a extensão do mal contida no pecado do homem: em cada um dos pecados e no pecado « total », segundo as dimensões da existência histórica da humanidade na terra.
18. Pode-se dizer que as considerações anteriores nos levam agora directamente ao Getsémani e ao Gólgota, onde se cumpriu o mesmo Canto do Servo sofredor, contido no Livro de Isaías. Antes de chegar aí, porém, leiamos os versículos sucessivos do Canto que constituem uma antecipação profética da paixão do Getsémani e do Gólgota. O Servo sofredor — e isso é por sua vez algo essencial para uma análise da paixão de Cristo — toma sobre si aqueles sofrimentos de que se falou, de um modo totalmente voluntário.
« Era maltratado e ele sofria,
não abria a boca;
era como cordeiro levado ao matadouro,
como ovelha muda nas mãos do tosquiador.
E não abriu a boca.
Com tirânica sentença foi suprimido;
e quem se preocupa pela sua sorte,
pelo modo como foi suprimido da terra dos vivos,
e foi ferido de morte por causa da iniquidade do [seu povo?
Deram-lhe com os réus sepultura,
e uma tumba entre os malfeitores,
embora não tivesse cometido injustiça alguma,
nem se tenha achado engano algum na sua boca ». (43)
Cristo sofre voluntariamente e sofre inocentemente. Ele acolhe, com o seu sofrimento, aquela interrogação — feita muitas vezes pelos homens — que foi expressa, num certo sentido, de uma maneira radical no Livro de Job. Cristo, porém, não só é portador em si da mesma interrogação (e isso de um modo ainda mais radical, uma vez que Ele não é somente homem como Job, mas é o Filho unigénito de Deus), como dá também a resposta mais completa que é possível a esta interrogação. A resposta emerge, pode-se dizer, da mesma matéria que constitui a pergunta. Cristo responde a esta pergunta, sobre o sofrimento, e sobre o sentido do sofrimento, não apenas com o seu ensino, isto é, com a Boa Nova, mas primeiro que tudo, com o próprio sofrimento, que está integrado, de um modo orgânico e indissolúvel, com os ensinamentos da Boa Nova. E esta é, por assim dizer, a última palavra, a síntese desse ensino: « a palavra da Cruz », como dirá um dia São Paulo. (44)
Esta « linguagem da Cruz » preenche a imagem da antiga profecia com uma realidade definitiva. Muitas passagens e discursos da pregação pública de Cristo atestam como Ele aceita desde o princípio este sofrimento, que é a vontade do Pai para a salvação do mundo. Neste ponto a oração no Getsémani reveste-se de uma importância decisiva. As palavras: « Meu Pai, se é possível passe de mim este cálice! Contudo, não se faça como eu quero, mas como tu queres! » (45) e as que vêm a seguir: « Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade », (46) encerram em si uma eloquência multiforme. Provam a verdade daquele amor que, com a sua obediência, o Filho unigénito demonstra para com o Pai. Atestam, ao mesmo tempo, a verdade do seu sofrimento. As palavras da oração de Cristo no Getsémani provam a verdade do amor mediante a verdade do sofrimento. As palavras de Cristo confirmam, com toda a simplicidade e cabalmente, esta verdade humana do sofrimento: o sofrimento consiste em suportar o mal, diante do qual o homem estremece; e precisamente como disse Cristo no Getsémani, também o homem diz: « passe de mim ».
As palavras de Cristo confirmam, ainda, esta única e incomparável profundidade e intensidade do sofrimento, que somente o Homem que é o Filho unigénito pôde experimentar; elas atestam aquela profundidade e intensidade que as palavras proféticas acima referidas nos ajudam, à sua maneira, a compreender. Não, por certo, completamente (para isso seria necessário penetrar o mistério divino-humano d'Aquele que dele era sujeito); elas ajudam-nos, no entanto, a compreender pelo menos a diferença (e, ao mesmo tempo, a semelhança) que se verifica entre todo o possível sofrimento do homem e o do Deus-Homem. O Getsémani é o lugar onde precisamente este sofrimento, com toda a verdade expressa pelo Profeta quanto ao mal que ele faz experimentar, se revelou quase definitivamente diante dos olhos da alma de Cristo.
Depois das palavras do Getsémani, vêm as palavras pronunciadas no Gólgota, que atestam esta profundidade — única na história do mundo — do mal do sofrimento que se experimenta. Quando Cristo diz: « Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes? », as suas palavras não são apenas expressão daquele abandono que, por diversas vezes, se encontra expresso no Antigo Testamento, especialmente nos Salmos; e, em particular, no Salmo 22 (21), do qual provêm as palavras referidas. (47) Pode-se dizer que estas palavras sobre o abandono nascem no plano da união inseparável do Filho com o Pai, e nascem porque o Pai « fez cair sobre ele as culpas de todos nós », (48) na linha daquilo mesmo que mais tarde dirá São Paulo: « A ele, que não conhecera o pecado, Deus tratou-o, por nós, como pecado ». (49) Juntamente com este horrível peso, que dá bem a medida de « todo » o mal que está em voltar as costas a Deus, contido no pecado, Cristo, mediante a profundidade divina da união filial com o Pai, apercebe-se bem, de modo humanamente inexprimível, deste sofrimento que é a separação, a rejeição do Pai, a ruptura com Deus. Mas é exactamente mediante este sofrimento que ele realiza a Redenção e pode dizer ao expirar: « Tudo está consumado ». (50)
Pode-se dizer também que se cumpriu a Escritura, que se realizaram definitivamente as palavras do Canto do Servo sofredor: « Aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento ». (51) O Sofrimento humano atingiu o seu vértice na paixão de Cristo; e, ao mesmo tempo, revestiu-se de uma dimensão completamente nova e entrou numa ordem nova: ele foi associado ao amor, àquele amor de que Cristo falava a Nicodemos, àquele amor que cria o bem, tirando-o mesmo do mal, tirando-o por meio do sofrimento, tal como o bem supremo da Redenção do mundo foi tirado da Cruz de Cristo e nela encontra perenemente o seu princípio. A Cruz de Cristo tornou-se uma fonte da qual brotam rios de água viva. (52) Nela devemos também repropor-nos a pergunta sobre o sentido do sofrimento, e ler aí até ao fim a resposta a tal pergunta....

MEDITAÇÃO 2: V
PARTICIPANTES NOS SOFRIMENTOS DE CRISTO
19. 0 mesmo Canto do Servo sofredor no Livro de Isaías conduz-nos, através dos versículos seguintes, exactamente na direcção dessa pergunta e dessa resposta: « Aprouve ao Senhor que...
oferecendo a sua vida em expiação,
gozasse de uma descendência longeva
e por seu meio tivesse efeito o intento do Senhor.
Das aflições do seu coração sairá para ver a luz
e desta visão se há-de saciar.
O Justo, meu servo, justificará a muitos
e tomará sobre si as nossas culpas.
Por isso, dar-lhe-ei-em prémio as multidões
e fará dos poderosos os seus despojos,
em recompensa de se ter prodigalizado,
mesmo até à morte,
e se ter deixado contar entre os malfeitores,
quando, ao invés, ele tomou sobre si a culpa de muitos
e intercede pelos malfeitores ». (53)
Pode-se dizer que com a paixão de Cristo todo o sofrimento humano veio a encontrar-se numa nova situação. Parece mesmo que Job a tinha pressentido, quando dizia: « Eu sei que o meu Redentor está vivo... », (54) e que para ela tivesse orientado o seu próprio sofrimento que, sem a Redenção, não teria podido revelar-lhe a plenitude do seu significado. Na Cruz de Cristo, não só se realizou a Redenção através do sofrimento, mas também o próprio sofrimento humano foi redimido. Cristo — sem ter culpa nenhuma própria — tomou sobre si « todo o mal do pecado ». A experiência deste mal determinou a proporção incomparável do sofrimento de Cristo, que se tornou o preço da Redenção. É disto que fala o Canto do Servo sofredor de Isaías. Disto falarão também, a seu tempo, as testemunhas da Nova Aliança, estabelecida com o Sangue de Cristo. Eis as palavras do Apóstolo Pedro, na sua primeira Carta: « Vós sabeis que não fostes resgatados dos vossos costumes fúteis, herdados dos vossos antepassados, a preço de coisas corruptíveis, como a prata e o ouro, mas pelo sangue precioso de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula ». (55) E o Apóstolo Paulo, na Carta aos Gálatas, dirá: « Entregou-se a si mesmo pelos nossos pecados, a fim de nos subtrair ao mundo maligno em que vivemos »; (56) e na primeira Carta aos Coríntios: « Fostes comprados por elevado preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo ». (57)
É assim, com estas e com expressões semelhantes, que as testemunhas da Nova Aliança falam da grandeza da Redenção, que se realizou mediante o sofrimento de Cristo. O Redentor sofreu em lugar do homem e em favor do homem.
Todo o homem tem uma sua participação na Redenção. E cada um dos homens é também chamado a participar naquele sofrimento, por meio do qual se realizou a Redenção; é chamado a participar naquele sofrimento, por meio do qual foi redimido também todo o sofrimento humano. Realizando a Redenção mediante o sofrimento, Cristo elevou ao mesmo tempo o sofrimento humano ao nível de Redenção. Por isso, todos os homens, com o seu sofrimento, se podem tornar também participantes do sofrimento redentor de Cristo.
20. Os textos do Novo Testamento exprimem esta mesma ideia em diversos pontos. Na segunda Carta aos Coríntios, o Apóstolo escreve: « Em tudo atribulados, mas não oprimidos, perplexos, mas não desesperados, perseguidos, mas não abandonados, abatidos, mas não perdidos, por toda a parte levamos sempre no corpo os sofrimentos de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste no nosso corpo. De facto, enquanto vivemos, somos continuamente entregues à morte por causa de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal ... com a certeza de que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, nos ressuscitará também a nós com Jesus ». (58)
São Paulo fala dos diversos sofrimentos e, em particular, daqueles em que os primeiros cristãos se tornavam participantes « por causa de Jesus ». Estes sofrimentos permitem aos destinatários desta Carta participar na obra da Redenção, realizada mediante os sofrimentos e a morte do Redentor. A eloquência da Cruz e da morte, no entanto, é completada com a eloquência da Ressurreição. O homem encontra na Ressurreição uma luz completamente nova, que o ajuda a abrir caminho através das trevas cerradas das humilhações, das dúvidas, do desespero e da perseguição. Por isso, o Apóstolo escreverá ainda na segunda Carta aos Coríntios: « Pois, assim como são abundantes para nós os sofrimentos de Cristo, assim por obra de Cristo é também superabundante a nossa consolação ». (59) Noutras passagens dirige aos destinatários dos escritos palavras de encorajamento: « Que o Senhor dirija os vossos corações para o amor de Deus e a paciência de Cristo ». (60) E na Carta aos Romanos escreve: « Exorto-vos, pois, irmãos, pela misericórdia de Deus, a oferecer os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; é este o culto espiritual que lhe deveis prestar ». (61)
A própria participação nos sofrimentos de Cristo, nestas expressões apostólicas, reveste-se de uma dupla dimensão. Se um homem, se torna participante dos sofrimentos de Cristo, isso acontece porque Cristo abriu o seu sofrimento ao homem, porque Ele próprio, no seu sofrimento redentor, se tornou, num certo sentido, participante de todos os sofrimentos humanos. Ao descobrir, pela fé, o sofrimento redentor de Cristo, o homem descobre nele, ao mesmo tempo, os próprios sofrimentos, reencontra-os, mediante a fé, enriquecidos de um novo conteúdo e com um novo significado.
Esta descoberta ditou a São Paulo palavras particularmente vigorosas na Carta aos Gálatas: « Com Cristo estou cravado na Cruz; e já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. E, enquanto eu vivo a vida mortal, vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim ». (62) A fé permite ao autor destas palavras conhecer aquele amor que levou Cristo à Cruz. E se ele amou assim, sofrendo e morrendo, então, com este seu sofrimento e morte, ele vive naquele a quem amou assim, vive no homem: em Paulo. E vivendo nele — à medida que o Apóstolo, consciente disso mediante a fé, responde com amor ao seu amor — Cristo torna-se também de um modo particular unido ao homem, a Paulo, através da Cruz. Esta união inspirou ao mesmo Apóstolo, ainda na Carta aos Gálatas, estas outras palavras, não menos fortes: « Quanto a mim, jamais suceda que eu me glorie a não ser na Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, como eu para o mundo ». (63)
21. A Cruz de Cristo projecta a luz salvífica de um modo assim tão penetrante sobre a vida do homem e, em particular, sobre o seu sofrimento, porque, mediante a fé, chega até ele juntamente com a Ressurreição: o mistério da paixão está contido no mistério pascal. As testemunhas da paixão de Cristo são, ao mesmo tempo, testemunhas da sua Ressurreição. São Paulo escreve: « Poderei conhecê-lo, a ele e à força da sua Ressurreição, e ser integrado na participação dos seus sofrimentos, transformado numa imagem da sua morte, com a esperança de chegar à ressurreição dos mortos ». (64) O Apóstolo experimentou isto verdadeiramente: em primeiro lugar, « a força da Ressurreição » de Cristo, no caminho de Damasco; e só depois, nesta luz pascal, chegou àquela « participação nos seus sofrimentos » de que fala, por exemplo, na Carta aos Gálatas. A caminhada de São Paulo é claramente pascal: a participação na Cruz de Cristo realiza-se através da experiência do Ressuscitado e, por isso, graças a uma participação especial na Ressurreição. E por esta razão que mesmo nas expressões do Apóstolo sobre o tema do sofrimento aparece tão frequentemente o motivo da glória, à qual a Cruz de Cristo dá início.
As testemunhas da Cruz e da Ressurreição estavam convencidas de que « através de muitas tribulações é que temos de entrar no reino de Deus ». (65) E São Paulo, escrevendo aos Tessalonicenses, exprime-se deste modo: « Nós mesmos nos ufanamos de vós... pela vossa constância e pela vossa fidelidade, no meio de todas as vossas aflições e perseguições que suportais. É isto um indício do justo juízo de Deus, para que sejais feitos dignos do reino de Deus, pelo qual, precisamente, sofreis ». (66) Portanto, a participação nos sofrimentos de Cristo é, ao mesmo tempo, sofrimento pelo reino de Deus. Aos olhos de Deus justo, frente ao seu juízo, todos os que participam nos sofrimentos de Cristo tornam-se dignos deste reino. Mediante os seus sofrimentos, eles restituem, em certo sentido, o preço infinito da paixão e morte de Cristo, que se tornou o preço da nossa Redenção: por este preço, o reino de Deus foi de novo consolidado na história do homem, tornando-se a perspectiva definitiva da sua existência terrena. Cristo introduziu-nos neste reino pelo seu sofrimento. E é também mediante o sofrimento que amadurecem para ele os homens envolvidos pelo mistério da Redenção de Cristo.
22. À perspectiva do reino de Deus está unida também a esperança daquela glória, cujo início se encontra na Cruz de Cristo. A Ressurreição revelou esta glória — a glória escatológica — que na Cruz de Cristo era completamente ofuscada pela imensidão do sofrimento. Aqueles que participam nos sofrimentos de Cristo, estão também chamados, mediante os seus próprios sofrimentos, para tomar parte na glória. São Paulo exprime esta ideia em diversas passagens. Aos Romanos, escreve: « Somos ... co-herdeiros de Cristo, se, porém, sofrermos com ele, para sermos também glorificados com ele. Tenho como coisa certa, efectivamente, que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção alguma com a glória que há-de revelar-se em nós ». (67) Na segunda Carta aos Coríntios lemos: « Realmente, o leve peso da nossa tribulação do momento presente prepara-nos, para além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória: não que nós olhemos para as coisas visíveis, mas para as invisíveis ». (68) O Apóstolo Pedro exprimirá esta verdade nas seguintes palavras da sua primeira Carta: « Alegrai-vos, antes, na medida em que participais nos sofrimentos de Cristo, para que também vos alegreis e rejubileis na sua gloriosa aparição ». (69)
O motivo do sofrimento e da glória tem uma característica profundamente evangélica, que se clarifica mediante a referência à Cruz e à Ressurreição. A Ressurreição tornou-se, antes de mais nada, a manifestação da glória, que corresponde à elevação de Cristo por meio da sua Cruz. Com efeito, se a Cruz representou aos olhos dos homens o despojamento de Cristo, ela foi, ao mesmo tempo, aos olhos de Deus a sua elevação. Na Cruz, Cristo alcançou e realizou em toda a plenitude a sua missão: cumprindo a vontade do Pai, realizou-se ao mesmo tempo a si mesmo. Na fraqueza manifestou o seu poder; e na humilhação, toda a sua grandeza messiânica Não são porventura uma prova desta grandeza todas as palavras pronunciadas durante a agonia, no Gólgota, e, de modo especial, as palavras que se referem aos autores da crucifixão: « Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem »? (70) Estas palavras impõem-se àqueles que são participantes dos sofrimentos de Cristo, com a força de um exemplo supremo. O sofrimento constitui também um chamamento a manifestar a grandeza moral do homem, a sua maturidade espiritual. Disto deram prova, ao longo das diversas gerações, os mártires e os confessores de Cristo, fiéis às palavras: « Não temais os que matam o corpo e que não podem matar a alma ». (71)
A Ressurreição de Cristo revelou « a glória que está contida no próprio sofrimento de Cristo, a qual muitas vezes se reflectiu e se reflecte no sofrimento do homem, como expressão da sua grandeza espiritual. Importa reconhecer esta glória, não só nos mártires da fé, mas também em muitos outros homens que, por vezes, mesmo sem a fé em Cristo, sofrem e dão a vida pela verdade e por uma causa justa. Nos sofrimentos de todos estes é confirmada, de um modo particular, a grande dignidade do homem.
23. O sofrimento, de facto, é sempre uma provação— por vezes, uma provação muito dura — à qual a humanidade é submetida. Impressiona-nos nas páginas das Cartas de São Paulo, com frequência, aquele paradoxo evangélico da fraqueza e da força, experimentado de maneira particular pelo Apóstolo, e que experimentam com ele também todos aqueles que participam nos sofrimentos de Cristo. Na segunda Carta aos Coríntios, escreve: « De boa vontade me ufanarei de preferência das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo ». (72) Na segunda Carta a Timóteo lemos: « É também por esta causa que eu sofro estes males, mas não me envergonho: porque sei em quem depositei a minha confiança ». (73) E na Carta aos Filipenses dirá mesmo expressamente: « Tudo posso naquele que me dá força ». (74)
Aqueles que participam nos sofrimentos de Cristo têm diante dos olhos o mistério pascal da Cruz e da Ressurreição, no qual Cristo, numa primeira fase, desce até às últimas da debilidade e da impotência humana: efectivamente, morre pregado na Cruz. Mas dado que nesta fraqueza se realiza ao mesmo tempo a sua elevação, confirmada pela força da Ressurreição, isso significa que as fraquezas de todos os sofrimentos humanos podem ser penetradas pela mesma potência de Deus, manifestada na Cruz de Cristo. Nesta concepção, sofrer significa tornar-se particularmente receptivo, particularmente aberto à acção das forças salvíficas de Deus, oferecidas em Cristo à humanidade. Nele, Deus confirmou que quer operar de um modo especial por meio do sofrimento, que é a fraqueza e o despojamento do homem; e ainda, que é precisamente nesta fraqueza e neste despojamento que Ele quer manifestar o seu poder. Compreende-se, deste modo, a recomendação da primeira Carta de São Pedro: Se alguém « sofre por ser cristão, não se envergonhe, mas dê glória a Deus por este título ». (75)
Na Carta aos Romanos, o Apóstolo Paulo pronunciar-se-á ainda mais detidamente sobre este tema do « nascer da força na fraqueza » e do retemperar-se espiritual do homem no meio das provações e tribulações, que é vocação especial daqueles que participam nos sofrimentos de Cristo: « Gloriamo-nos também nas tribulações, sabendo que da tribulação deriva a paciência; da paciência a virtude comprovada; e da virtude comprovada a esperança. A esperança não engana, porque o amor de Deus se encontra largamente difundido nos nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado ». (76) No sofrimento está como que contido um particular apelo à virtude que o homem por seu turno deve exercitar. É a virtude da perseverança em suportar tudo aquilo que incomoda e faz doer. Ao proceder assim, o homem dá livre curso à esperança, que mantém em si a convicção de que o sofrimento não prevalecerá sobre ele, nem o privará da dignidade própria do homem, que anda unida à consciência do sentido da vida. E este sentido manifesta-se simultaneamente com a obra do amor de Deus, que é o dom supremo do Espírito Santo. A medida que participa deste amor , o homem sabe orientar-se quando mergulhado no sofrimento: reencontrando-se, reencontra « a alma » que julgava ter « perdido » (77) por causa do sofrimento.
24. As experiências do Apóstolo participante nos sofrimentos de Cristo, no entanto, vão ainda mais longe. Na Carta aos Colossenses podemos ler as palavras que representam como que a última etapa do itinerário espiritual em relação ao sofrimento. São Paulo escreve: « Alegro-me nos sofrimentos suportados por vossa causa e completo na minha carne o que falta aos sofrimentos de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja ». (78) E numa outra Carta, o mesmo Apóstolo interpela os destinatários: « Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? ». (79)
No mistério pascal, Cristo deu início à união com o homem na comunidade da Igreja. O mistério da Igreja exprime-se nisto: a partir do acto em que alguém recebe o Baptismo, que configura a Cristo, e depois mediante o seu Sacrifício — sacramentalmente mediante a Eucaristia — a Igreja edifica-se espiritualmente, sem cessar, como Corpo de Cristo. Neste Corpo, Cristo quer estar unido a todos os homens, e está unido de modo especial àqueles que sofrem. As palavras da Carta aos Colossenses, acima citadas, atestam o carácter excepcional desta união. De facto, aquele que sofre em união com Cristo — assim como o Apóstolo Paulo suportava as suas « tribulações » em união com Cristo — não só haure de Cristo aquela força de que em precedência se falou, mas « completa » também com o seu sofrimento « aquilo que falta aos sofrimentos de Cristo ». Neste contexto evangélico, é posta em relevo, de um modo especial, a verdade sobre o carácter criativo do sofrimento. O sofrimento de Cristo criou o bem da Redenção do mundo. Este bem é em si mesmo inexaurível e infinito. Ninguém lhe pode acrescentar coisa alguma. Ao mesmo tempo, porém, Cristo no mistério da Igreja, que é o seu Corpo, em certo sentido abriu o próprio sofrimento redentor a todo o sofrimento humano. Na medida em que o homem se torna participante nos sofrimentos de Cristo — em qualquer parte do mundo e em qualquer momento da história — tanto mais ele completa, a seu modo, aquele sofrimento, mediante o qual Cristo operou a Redenção do mundo.
Quererá isto dizer, porventura, que a Redenção operada por Cristo não é completa? Não. Isto significa apenas que a Redenção, operada por virtude do amor satisfatório, permanece constantemente aberta a todo o amor que se exprime no sofrimento humano. Nesta dimensão — na dimensão do amor — a Redenção, já realizada totalmente, realiza-se em certo sentido constantemente. Cristo operou a Redenção completa e cabalmente; ao mesmo tempo, porém, não a fechou: no sofrimento redentor, mediante o qual se operou a Redenção do mundo, Cristo abriu-se desde o princípio, e continua a abrir-se constantemente, a todo o sofrimento humano. Sim, é algo que parece fazer parte da própria essência do sofrimento redentor de Cristo: o facto de ele solicitar a ser incessantemente completado.
Deste modo, com tal abertura a todos os sofrimentos humanos, Cristo operou com o seu próprio sofrimento a Redenção do mundo. Esta Redenção, no entanto, embora tenha sido realizada em toda a sua plenitude pelo sofrimento de Cristo, à sua maneira vive e desenvolve-se ao mesmo tempo na história dos homens. Vive e desenvolve-se como o Corpo de Cristo, que é a Igreja; e nesta dimensão, todo o sofrimento humano, em razão da sua união com Cristo no amor, completa o sofrimento de Cristo. Completa-o como a Igreja completa a obra redentora de Cristo. O mistério da Igreja — daquele Corpo que completa também em si o corpo crucificado e ressuscitado de Cristo — indica, ao mesmo tempo, aquele âmbito no qual os sofrimentos humanos completam o sofrimento de Cristo. Só à luz disto e com esta dimensão — da Igreja-Corpo de Cristo que se desenvolve continuamente no espaço e no tempo — é que se pode pensar e falar « daquilo que falta » aos sofrimentos de Cristo. O Apóstolo, de resto, sublinha-o claramente quando fala da necessidade de completar « aquilo que falta aos sofrimentos de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja ».
A Igreja, precisamente, que sem cessar vai haurir nos infinitos recursos da Redenção, introduzindo esta na vida da humanidade, é a dimensão na qual o sofrimento redentor de Cristo pode ser constantemente completado pelo sofrimento do homem. Nisto é posta também em relevo a natureza divino-humana da Igreja. O sofrimento parece participar, de certo modo, nas características desta natureza; e, por isso, reveste-se também de um valor especial aos olhos da Igreja. É um bem, diante do qual a Igreja se inclina com veneração, com toda a profundidade da sua fé na Redenção. Inclina-se também diante dele com toda a profundidade daquela fé com que acolhe em si mesma o inexprimível mistério do Corpo de Cristo.
27. Após a Celebração da Paixão do Senhor: 
3. Salmos 3, 5, 7, 10, 13(12), 17(16), 25(24), 27(26), 28(27), 35(34), 38(37), 42(41), 43(42), 54(53), 55(54), 56(55), 57(56), 59(58), 61(60), 63(64), 70(69), 71(70), 86(85), 88(87), 120(119), 140(139), 141(140), 142(141), 143(142)
Após a celebração da Paixão, ainda na Sexta-feira, procure rezar todos estes salmos. São muitos, mas recorde que este é um dia de penitência e oração. Estes salmos devem ser rezados em união com o Cristo, que assumindo nossos pecados, tomou toda nossa dor, todo nosso medo, toda nossa infidelidade, toda nossa fraqueza. Se você rezar todos estes salmos, terá a graça imensa de compreender por dentro os sentimentos do Cristo na sua paixão e morte... e irá dormir em paz, como ele: “Em paz me deito e logo adormeço, porque só tu, Senhor, me fazes viver em segurança” (Sl 4,9). 



SÁBADO SANTO VIGÍLIA PASCAL CORAÇÃO DO ANO LITÚRGICO

1. O coração de todo o ano litúrgico, do qual se irradiam todas as outras celebrações, é esta Vigília pascal, que culmina com a oferta do sacrifício pascal de Cristo.
2. Esta Vigília é celebrada em quatro momentos:
  • Celebração de Cristo, Luz do Mundo (cf. Jo 1,9, 9,12): participamos da Luz de cristo pelos sacramentos da iniciação crista, somos ‘luz do senhor” (Ef 5,8).
  • O Círio pascal é símbolo de cristo ressuscitado. As velas acesas no círio são símbolo da vida nova, que o Senhor nos comunica através do espírito santo, na sua ressurreição. A Luz surge nas trevas. Em meio a essas luzes o círio pascal é o principal.
  • Apagado (símbolo da morte, trevas, aceso símbolo de Luz e vida nova) aceso será levado pelo diácono processionalmente até o altar pelo diácono ou padre., seguida em procissão pelo povo.
  • Na sexta fieira santa cantou-se três vezes: Eis o Lenho da cruz do quel pendeu a salvação do mundo vinde adoremos. Agora aquele que esteve morto vive para sempre. Cante três vezes: Cisto, Luz do mundo. Demos graças a Deus.
  • Sentido da procissão o povo peregrino seguindo cristo Luz do mundo. Somos o povo de Deus, nascido da páscoa: peregrinos, seguimos cristo ressuscitado, nosso guia e nossa luz, através do deserto da vida presente em direção a pátria celeste.
  • PROCLAMA A PASCAO COM O EXULTET

Exulte o céu e os anjos triunfantes/ Mensageiros de Deus, desçam cantando/
Façam soar trombetas fulgurantes/ A vitória de um Rei anunciando.  
Solo 2- Alegre-se também a terra amiga/ Que em meio a tantas luzes resplandece/
E, vendo dissipar-se a treva antiga/ Ao sol do eterno Rei brilha e se aquece.  

Solo 1- Que a mãe Igreja alegre-se igualmente/ Erguendo as velas deste fogo novo/
E escutem reboando de repente/ O aleluia cantado pelo povo.  
E vós, que estais aqui, irmaos queridos, em torno desta chama reluzente, erguei os coraçoes, e assim unidos invoquemos a deus onipotente.
Ele que po seus dons nada reclama, quis que entre  os seus levitas me encontrasse; para cantar a gloria desta chama,  de sua luz umraio me traspasse!

Solo – O Senhor esteja convosco!
Todos – Ele está no meio de nós!
Solo – Corações ao alto!
Todos – O nosso coração está em Deus!
Solo – Demos graças ao Senhor nosso Deus!
Todos – É nosso dever e salvação!

Solo 1- Sim, verdadeiramente é bom e justo/ cantar ao Pai de todo o coração/
E celebrar seu Filho Jesus Cristo/ tornado para nós, um novo Adão.

Solo 2- Foi Ele quem pagou do outro a culpa/ quando por nós à morte se entregou/
Para apagar o antigo documento/ na cruz todo o seu sangue derramou.

Ó noite de alegria verdadeira, que une de novo o céu e a terra inteira.

Solo 1- Pois, eis, agora a Páscoa, nossa festa/ em que o real Cordeiro se imolou/
Marcando nossas portas, nossas almas/ com seu divino sangue nos salvou.

Solo 2- Esta é Senhor, a noite em que do Egito/ retirastes os filhos de Israel/
Transpondo o Mar Vermelho a pé enxuto/ rumo à terra onde corre leite e mel.

Ó noite de alegria verdadeira, que une de novo o céu e a terra inteira    
Solo 1- Ó noite em que a coluna luminosa/ as trevas do pecado dissipou/
E aos que crêem no Cristo em toda a terra/ em nosso povo eleito congregou!

Solo 2- Ó noite em que Jesus rompeu o inferno/ ao ressurgir da morte vencedor/
De que nos valeria ter nascido/ se não nos resgatasse seu amor?  

Ó noite de alegria verdadeira, que une de novo o céu e a terra inteira

Solo 1- Ó Deus, quão estupenda caridade/ vemos no vosso gesto fulgurar/
Não hesitais em dar o próprio Filho/ para a culpa dos servos resgatar.

Solo 2- Ó pecado de Adão, indispensável/ pois o Cristo o dissolve em seu amor/
Ó culpa tão feliz que há merecido/ a graça de um tão grande Redentor.  

Ó noite de alegria verdadeira, que une de novo o céu e a terra inteira

Solo 1- Pois esta noite lava todo o crime/ liberta o pecador dos seus grilhões/
Dissipa o ódio e dobra os poderosos/ enche de luz e paz os corações.  

Solo 2- Ó noite de alegria verdadeira/ que prostra o faraó, e ergue os hebreus,
Que une de novo o céu e a terra inteira/ pondo na treva humana a luz de Deus.  

Ó noite de alegria verdadeira, que une de novo o céu e a terra inteira      

Solo 1- Na graça desta noite o vosso povo/ acende um sacrifício de louvor/
Acolhei ó Pai santo, o fogo novo/ não perde ao dividir-se o seu fulgor.

Solo 2- A cera virgem da abelha generosa/ ao Cristo ressurgindo trouxe a luz/
Eis de novo a coluna luminosa/ que o vosso povo pra o céu conduz.

Ó noite de alegria verdadeira, que une de novo o céu e a terra inteira.

Solo 1- O círio que acendeu as nossas velas/ passa esta noite toda fulgurar/
Misture sua luz à das estrelas/ cintile quando o dia despontar.

Solo 2- Que ele possa agradar-vos como o Filho/ que triunfou da morte e Vence o mal.
Deus que ascende no seu brilho/ e um dia voltará sol triunfal!
Solo1Que ele possa agradar-vos como o Filho, que triunfou da morte e vence o mal; Deus, que a todos  acende no seu brilho, e um dia voltará, sol triunfal. Amém   

Ó noite de alegria verdadeira, que une de novo o céu e a terra inteira.

SEGUNDA PARTE DA VIGILIA PASCAL - A Liturgia da Palavra: Celebração de Cristo, Palavra do Pai, Luz da verdade. Meus caros retirantes a mãe Igreja tendo iniciado solenemente esta a vigília, chama os fies a ouvir no recolhimento desta noite a abundante Palavra de Deus. Os textos apresentam como Deus outrora salvou o seu povo e nestes últimos tempos enviou o seu Filho como redentor. Peçamos que o nosso deus leve á Plenitude a salvação inaugurada na Páscoa.

1)    A criação – Gn 1,1-2,2 ou 1,1.26-31a.
A ligação entre criação e páscoa é muito antiga. O Senhor nos criou para salvar em cristo. Os salmos e os profetas  apresentam a redenção de Israel como nova criação. A páscoa foi para Israel festa do ano novo, que nas religiões semíticas tem vinculo com a nova criação. Na páscoa crista  a narrativa é relacionada com cristo e com a sua ressurreição. Este é tempo da criação do mundo... na mesma data em que, para nós, houve a perda (da imagem de Deus), aconteceu a restauração” (São Cirilo de Jerusalém). Em cristo tudo é novo, novo homem, nova criação (Cl 1,16).
A criação é boa, é sagrada, é pensada como primeiro ato da historia da salvação. É ação de deus pai em Cristo, palavra do pai e no espírito santo.A experiência do deus salvador leva Israel a descobrir deus criador. Os atos não se separam. Á da páscoa que a Igreja proclama a a narração da criação e medita os salmos 103:ENVIA O VOSSO ESPIRITO, SENHOR, E DA TERRA TODA A FACE RENOVAI.
2)    O SACRIFICIO DONSSO PAI ABRAOA – GN 22,1-18
O tema do sacrifício é apresentado no contexto pascal. Sob este enfoque foi feita a carta aos hebreus 11,17-19 e Paulo faz a exegese de Rom4,17; Deus pede o máximo ao Patriarca o seu Isaac. Ele que jaó havia sacrificado no corçao, considerou-o  depois como salvo  da morte. Assim o sacrifício de Isaac torna-se tipo  do sacrifício de cristo; o Pai, entrega o Filho á morte (rm 8,32; Jo 3,16s), mas a fim de ressuscitado para os justificação (rm 4,25; 6,4; 8,11). O salmo 15 exprime, na oração, o abandono confiante em deus, em cujas mãos é colocada a vida. Faz referencia a Cristo.
3)    A PASSAGEMDO MAR VERMELHO – Ex 14,15-15,1
Evento de salvação que prenuncia o batismo, sacramento da nossa a libertação e da nossa passagem do “pecado” e da morte para a vida de filhos de Deus. Paulo contribui em fazer esta ligação passagem do mar vermelho e batismo criatoa  (1Cor 10,1-2,6), junto com outra ligação ‘batismo-ressurreiçao de Cristo Rm 6,4). Tensão e fusão: Pascao-passagem; páscoa-paixao. A leitura desemboca  no cântico de Moisés
4)    Quarta leitura: a nova Jerusalém  Is 54,5-14: O texto do segundo Is pode ser considerado uma síntese da Historia  do povo eleito  nas suas relações com Deus. O povo no exílio é apresentado sob a imagem de uma esposa repudiada pelo esposo (Is 54,4-6). O motivo excesso de cólera do senhor *sentido bíblico de cólera consiste reação de Deus ao pecado d homem). Deus é benévolo (v.7), é misericordioso e redentor (v.8b),promete nova aliança (v.10) e restitui seu antigo esplendor(v.11-14): o conceito de aliança  é aqui unido ao de perdão. Os versículos do salmo responsorial ( sl 29) são uma exaltação  e um louvor ao senhor que tirou do tumulo a minha vida, que me fez reviver dentre os que baixam á  cova., com evidente referencia a Cristo ressuscitado”.
5)    Quinta leitura:  a salvação oferecida gratuitamente a todos os homens Is 55, 1-11: O profeta convida todos a crerem nas promessa de Deus que se realizarão nos tempos messiânicos. Ele fala aos exilados hebreus que retornarão á pátria. Importa, porém, que a volta do exílio seja sinal de usam sincera  procura do perdão de Deus (VV.6-11). A celebração da páscoa, sacrifício da aliança universal, torna atual para nós o convite  á salvação que o profeta  Isaias nos dirige. Esta salvação é celebrada na ação de graças com o salmo tomado de Is 12,1-6.
6)    Sexta leitura: a fonte da sabedoria (BR 3,9-15.31;4,4) O profeta dirige- se aos hebreus no exílio  ou da diáspora e os convida a procurar a sabedora que se encontra na Lei do senhor dada a Moisés (Dt 4,5-8) Em sentido cristão aplicação deste texto encontramos em Mateus (11,25-30): Jesus aquele que revela a sabedoria e aparende a imagem do jugo para indicar a lei.Alguns versículos do salmo  18 forma o canto responsorial que celebra a lei do senhor.
7)    Sétima leitura: um corçao novo e um espírito novo Ez 36,16-28: O profeta anuncia uma renovação total. Mas esta renovação é no interior e não exterior. É obra de deus em cristo pelo batismo que não se  baseia  nos méritos do povo (VV.19-22). O texto é um belíssimo comentário da petição dopai nosso; “santificado seja o vosso nome”. Outro tema é o da água e do espírito santo (VV.24-27), que será retomada nos textos sobre o batismo (Jô 4,Rm 8,1-3). A leitura é seguida  por alguns versículos do salmo 41 (VV.3-59 e salmo 4 (3-4).
HINO DE LOUVOR A DEUS PAI E AO CORDEIRO IMOLADO: terminada as leituras do Antigo testamento como responsório e a oração correspondente, acendem-se as velas  do altar. O sacerdote entoa GLORIA A DEUS.

Hino de louvor
Glória a Deus nas Alturas
e Paz na Terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, Rei dos Céus, Deus Pai, Todo-poderoso,
nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos,
nós Vos adoramos,nós Vos glorificamos
nós vos damos graças por Vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito,
Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai,
Vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
Vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica
Vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só Vós sois o Santo. Só Vós o Senhor.
Só Vós o Altíssimo, Jesus Cristo,
com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém!
EPISTOLOA (cristo ressuscitado dos mortos não morre mais (Rm 6,3-11):
Esta trecho como de Jo 3,1-24 é de grande importância para a catequese sobre o batismo. O Nosso batismo. O seu ponto focal é o mistério de cristo morto e ressuscitado que, mediante o batismo, realiza-se naquele que é batizado. Em palavra outras: o que aconteceu com cristo acontece com você no batismo: morte, sepultura e ressurreição. A força está na terminologia usada por Paulo: cossepultados (v.6) complantado ou crescido com (v.5), cocrucificados (v.6), mortos com (v.8), covivificados (v.8). É realização mística no batizado.

PROCLAMADA A EPISTOLA – o sacerdote entoa solenemte o ALELUIA – aclamação que caracteriza o tempo pascal. “De fato, chegaram o s dias  em que devemso  cantar o Aleluia”.

LETRA DO CANTO..

EVANGELHO – CORÇAO DA Liturgia da palavra: Mt 28,1-10
O TEXTO EM SI: os três relatos sinóticos (Mt, mc, Lc) tem em comum; o primeiro dia da semana (o domingo, portanto),dia do ressuscitado, as mulheres como protagonistas, a pedra removida,o anuncio da ressurreição com a recordação do que Jesus havia dito. Mas Mc e Mt tem em comum a ordem de anunciar aos discípulos e dirigir a Galiléia (inicio e reinício )
Mateus coloca a sua narrativa entre o dado dos guardas posto a frente do sepulcro(27,11-15). Confrontados com 28,6c (os que creme os que não crem) sinal do tumulo vazio. Somente os discípulos põem ser testemunhas da ressurreição...Jesus é o que apareceu sobre as nuvens (26,640 e recebe todo poder (28,18).

MEDITAÇAO
É uma Noite estupenda, esta Noite! Não há outra, como esta; não poderá haver neste mundo! Esta Noite santíssima, caríssimos, resume e encerra em si, como num ventre fecundo, outras noites.

             Vede: hoje, nesta Noite, quando tudo era trevas, Deus disse: “Faça-se a luz!” e a luz se fez (cf. Gn 1,3)! Hoje, quando Isaac estava para entrar na noite da morte, pois nosso Pai Abraão tinha decidido sacrificá-lo a Deus, a luz brilhou e o Senhor disse: “Abraão, não estendas a mão contra o teu filho!” E Isaac viu a luz da vida (cf. Gn 22,12)! Ainda hoje, nesta Noite, Deus, com braço estendido, fez o seu povo atravessar o Mar Vermelho e deixar a escravidão de Faraó, no Egito (cf. Ex 14,1-31). Foi também hoje, nesta noite bendita – nesta mesma Noite! –, que o Pai, derramou seu Espírito Santo sobre o nosso Jesus que estava morto e o arrancou das trevas da morte, fazendo-o passar para a luz da plenitude da vida. Finalmente, numa noite como esta, num hoje como hoje, no meio da noite deste mundo, em plena escuridão da história, o Pai enviará o Cristo ressuscitado, pleno de glória, e brilhará, no meio da noite deste mundo, o Dia eterno, da glória eterna, na plenitude do Reino! E já não haverá mais noite e o Cordeiro imolado e ressuscitado será nosso sol, nosso dia eterno (cf. Ap 22,5)!
             Irmãos amados, todas estas noites que se transformam em dia de luz fulgurante, se resumem e estão presentes misteriosamente nesta Noite de Páscoa! Porque nesta Noite Cristo ressuscitou, todas as noites da história da salvação e todas as noites deste mundo, e todas as noites da nossa vida e do nosso coração, são transformadas em Dia pleno, Dia triunfante, Dia resplendente de glória! Nem todas as palavras do mundo bastariam para exprimir o mistério desta Noite!
             Irmãos, Irmãs, se correrdes ao túmulo do Crucificado, tereis uma surpresa: não o encontrareis lá! "Por que estais procurando entre os mortos Aquele que está vivo? Ele não está aqui. Ressuscitou!” Irmãos, crede: no meio desta Noite – só ela viu, só ela sabe a hora! – o nosso Jesus deixou a morte na qual havia entrado na Sexta-feira, e entrou na plenitude da vida do Pai! Irmãos, Irmãs, não procureis Jesus neste mundo: ele partiu, ele ressuscitou, ele está com o Pai, pleno de corpo e de alma! Ele, agora, é nosso eterno Intercessor, nosso Senhor, nosso Deus Vencedor! Mas, não fiqueis tristes, irmãos: ele, que se foi, não nos deixou. Deu-nos o seu Espírito Santo, Aquele mesmo no qual o Pai o ressuscitou. Vós, batizados em Cristo, recebestes o Espírito Santo de Cristo e, agora, tendes a vida do Cristo em vós, que irá crescendo até a vida eterna! No Espírito Santo de Cristo, tendes a vida do Senhor no pão e no vinho, presença real do Cristo morto e ressuscitado! Ele, que se foi, não nos deixou! Na potência do seu Espírito, continua agindo em nós e entre nós!
             Irmãos, esta Noite é santa! Toda lágrima, nela, é enxugada; todo pecado, nela, é perdoado; toda morte, nela, é vencida! Irmãos, nosso Jesus ressuscitou, nosso Jesus foi constituído Senhor, nosso Jesus abriu-nos um caminho novo; nosso Jesus deu-nos um novo rumo na vida, uma nova esperança, uma invencível certeza! Irmãos, nesta Noite, a Morte perdeu a guerra, nesta Noite, o Filho de Deus, na sua humanidade igual a nossa, venceu a Morte, arrombou o pântano infernal e abriu-nos o caminho para o Pai! Irmãos, esta é a Noite mais feliz da história humana: é a Noite da Páscoa; Páscoa de Cristo, nossa Páscoa! “Eis agora a Páscoa, nossa festa, em que o real Cordeiro se imolou: marcando nossas portas, nossas almas, com seu divino sangue nos salvou! Ó Noite de alegria verdadeira, que prostra o Faraó e ergue os hebreus, que une de novo ao céu a terra inteira, pondo na treva humana a luz de Deus!”
             Irmãos, Cristo ressuscitou! Irmãs, o sepulcro está vazio! Irmãos, Cristo, nosso Caminho, abriu-nos o caminho da vida! Irmãs, vivamos vida nova, porque agora nossa vida tem rumo, sentido e plenitude: na treva humana brilhou em Cristo a luz de Deus! Feliz Páscoa, Irmãos! Cristo ressuscitou. Do sait dom Henrique – WWW.domhenrique.com

MEDITAÇAO 2 : AO TERCEIRO DIA, RESSUSCITOU DOS MORTOS
638. «Nós vos anunciamos a Boa-Nova de que a promessa feita aos nossos pais, a cumpriu Deus para nós, seus filhos, ao ressuscitar Jesus» (Act 13, 32-33). A ressurreição de Jesus é a verdade culminante da nossa fé em Cristo, acreditada e vivida como verdade central pela primeira comunidade cristã, transmitida como fundamental pela Tradição, estabelecida pelos documentos do Novo Testamento, pregada como parte essencial do mistério pascal, ao mesmo tempo que a cruz:
«Cristo ressuscitou dos mortos.
Pela Sua morte venceu a morte,
e aos mortos deu a vida» (542).
I. Acontecimento histórico e transcendente
639. O mistério da ressurreição de Cristo é um acontecimento real, com manifestações historicamente verificadas, como atesta o Novo Testamento. Já São Paulo, por volta do ano 56, pôde escrever aos Coríntios: «Transmiti-vos, em primeiro lugar, o mesmo que havia recebido: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras: a seguir, apareceu a Pedro, depois aos Doze» (1 Cor 15, 3-4). O Apóstolo fala aqui da tradição viva da ressurreição, de que tinha tomado conhecimento após a sua conversão, às portas de Damasco (543).
O TÚMULO VAZIO
640. «Por que motivo procurais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui, ressuscitou» (Lc 24, 5-6). No quadro dos acontecimentos da Páscoa, o primeiro elemento que se nos oferece é o sepulcro vazio. Isso não é, em si, uma prova directa. A ausência do corpo de Cristo do sepulcro poderia explicar-se doutro modo (544). Apesar disso, o sepulcro vazio constitui, para todos, um sinal essencial. A descoberta do facto pelos discípulos foi o primeiro passo para o reconhecimento do facto da ressurreição. Foi, primeiro, o caso das santas mulheres (545), depois o de Pedro (546). «O discípulo que Jesus amava» (Jo 20, 2) afirma que, ao entrar no sepulcro vazio e ao descobrir «os lençóis no chão» (Jo 20, 6), «viu e acreditou» (547); o que supõe que ele terá verificado, pelo estado em que ficou o sepulcro vazio "', que a ausência do corpo de Jesus não podia ter sido obra humana e que Jesus não tinha simplesmente regressado a uma vida terrena, como fora o caso de Lázaro

  • Liturgia Batismal: Celebração de Cristo, fonte de água viva que jorra para a VIDA ETERNA.
  • Caro retirante responda: você sabe o dia em que foi batizado! Se sabe vai a missa agradecer o dom da vida eterna. O batismo é importante, mas se não me lembro deste acontecimento, se não agradeço, onde esta a importância! Você tem consciência que o batismo é o sacramento da ressurreição, mas você vive os valores da vida nova! Você sabe que o batismo é fonte de sua vocação! É triste a constatação que a maioria dos cristãos são cristãos por herança, não são cristão por adesão a pessoa de cristo. Os primeiros fies em cristo primava pela adesão livre, consciente, corajosa sem desconsiderar o primeiro. Eram cristãos depois do encontro com cristo.
  • A igreja, desde os primeiros séculos, ligou a celebração do batismo á noite PASCAL. Paulo apostolo nos faz mergulhar profundamente na essência do batismo. Diz ele: O crente comunga na morte de cristo; é sepultado e ressuscita com ele (Rm 6,3-4). Batizar significa mergulhar no mistério de cristo; o “mergulho” na água simboliza o sepultamento do catecúmeno na morte de cristo, da qual com ele ressuscita  como ‘nova criatura (2Cor 5,17; Gl 615). É a nossa entrada no reino de Deus (3,5). Santo Ambrosio exclama maravilhada e com ele toda a Igreja se maravilha na noite santa da páscoa: “Vê,quando és batizado, donde vem o Batismo, se não da cruz de cristo, da morte de cristo. Lá esta todo o mistério: ele sofreu por ti. É nele que és redimido, é nele que és salvo e, por tua vez, te tornas salvador”. Somos nele salvo sermos nele instrumentos de salvação ele. Tertulina comunga da desta mesma idéia assim disse também; “pasço é o dia mais conveniente para o batismo, porque nele se realizou a paixão de cristo, na qual justamente somos batizados’. O doutor da graça define o batismo como “sacramento da ressurreição’. E assim outros testemunhos da tradição são afins aos supracitados.
  • Os santos padres chamam a pia batismal de ‘tumulo e ventre materno’; tumulo sepulta o pecado e ventre nasce ávida.”no mesmo instante, morrestes e  mesma água salutar tornou-se para vós sepulcro e mãe” (São Cirilo de Jerusalém”. Que belo! Que maravilha! Morro e nasço por puro dom de Deus. bendito seja Deus.
  • O simbolismo da água é sinal sacramental do batismo: Na liturgia da Vigília Pascal, a quando da bênção da água batismal, a Igreja faz solenemente memória dos grandes acontecimentos da história da salvação que prefiguravam já o mistério do Batismo: PREFIRO FAZER DA PRECE UMA ORÇAO para descobrir a riqueza profunda

ORAÇAO: REZE COMIGO:

  • Liturgia Eucarística: Celebração de cristo, nossa páscoa, cordeiro imolado e glorificado: Estamos no corçao da vigília pascal: são  os primeiros momentos do Dia esperado; o dia que o senhor fez, a aurora do grade dia que viu cristo ressuscitado. Tudo o que a igreja realiza durante todo o ano litúrgico converge para esta missa e parte desta missa pascal.
  • A eucaristia desta noite é a cão de graças mais alta  e significativa que a Igreja dá ao Pai, por ele nos ter dado o seu filho morto e ressuscitado.

MEDITAÇÃO
A AÇÃO DE GRAÇAS E O LOUVOR AO PAI
1359. A Eucaristia, sacramento da nossa salvação realizada por Cristo na cruz, é também um sacrifício de louvor em ação de graças pela obra da criação. No sacrifício eucarístico, toda a criação, amada por Deus, é apresentada ao Pai, através da morte e ressurreição de Cristo. Por Cristo, a Igreja pode oferecer o sacrifício de louvor em ação de graças por tudo o que Deus fez de bom, belo e justo, na criação e na humanidade.
1360. A Eucaristia é um sacrifício de acção de graças ao Pai, uma bênção pela qual a Igreja exprime o seu reconhecimento a Deus por todos os seus benefícios, por tudo o que Ele fez mediante a criação, a redenção e a santificação. Eucaristia significa, antes de mais, «acção de graças».
1361. A Eucaristia é também o sacrifício de louvor, pelo qual a Igreja canta a glória de Deus em nome de toda a criação. Este sacrifício de louvor só é possível através de Cristo: Ele une os fiéis à sua pessoa, ao seu louvor e à sua intercessão, de maneira que o sacrifício de louvor ao Pai ë oferecido por Cristo e com Cristo, para ser aceite em Cristo.


Nenhum motivo justifica a não participação! Nada mesmo. Participemos desta maravilhosa noite!

MEDITAÇAO PARA PROCLAMAR NA VIGILIA PASCAL

É uma Noite estupenda, esta Noite! Não há outra, como esta; não poderá haver neste mundo! Esta Noite santíssima, caríssimos, resume e encerra em si, como num ventre fecundo, outras noites.

             Vede: hoje, nesta Noite, quando tudo era trevas, Deus disse: “Faça-se a luz!” e a luz se fez (cf. Gn 1,3)! Hoje, quando Isaac estava para entrar na noite da morte, pois nosso Pai Abraão tinha decidido sacrificá-lo a Deus, a luz brilhou e o Senhor disse: “Abraão, não estendas a mão contra o teu filho!” E Isaac viu a luz da vida (cf. Gn 22,12)! Ainda hoje, nesta Noite, Deus, com braço estendido, fez o seu povo atravessar o Mar Vermelho e deixar a escravidão de Faraó, no Egito (cf. Ex 14,1-31). Foi também hoje, nesta noite bendita – nesta mesma Noite! –, que o Pai, derramou seu Espírito Santo sobre o nosso Jesus que estava morto e o arrancou das trevas da morte, fazendo-o passar para a luz da plenitude da vida. Finalmente, numa noite como esta, num hoje como hoje, no meio da noite deste mundo, em plena escuridão da história, o Pai enviará o Cristo ressuscitado, pleno de glória, e brilhará, no meio da noite deste mundo, o Dia eterno, da glória eterna, na plenitude do Reino! E já não haverá mais noite e o Cordeiro imolado e ressuscitado será nosso sol, nosso dia eterno (cf. Ap 22,5)!
             Irmãos amados, todas estas noites que se transformam em dia de luz fulgurante, se resumem e estão presentes misteriosamente nesta Noite de Páscoa! Porque nesta Noite Cristo ressuscitou, todas as noites da história da salvação e todas as noites deste mundo, e todas as noites da nossa vida e do nosso coração, são transformadas em Dia pleno, Dia triunfante, Dia resplendente de glória! Nem todas as palavras do mundo bastariam para exprimir o mistério desta Noite!
             Irmãos, Irmãs, se correrdes ao túmulo do Crucificado, tereis uma surpresa: não o encontrareis lá! "Por que estais procurando entre os mortos Aquele que está vivo? Ele não está aqui. Ressuscitou!” Irmãos, crede: no meio desta Noite – só ela viu, só ela sabe a hora! – o nosso Jesus deixou a morte na qual havia entrado na Sexta-feira, e entrou na plenitude da vida do Pai! Irmãos, Irmãs, não procureis Jesus neste mundo: ele partiu, ele ressuscitou, ele está com o Pai, pleno de corpo e de alma! Ele, agora, é nosso eterno Intercessor, nosso Senhor, nosso Deus Vencedor! Mas, não fiqueis tristes, irmãos: ele, que se foi, não nos deixou. Deu-nos o seu Espírito Santo, Aquele mesmo no qual o Pai o ressuscitou. Vós, batizados em Cristo, recebestes o Espírito Santo de Cristo e, agora, tendes a vida do Cristo em vós, que irá crescendo até a vida eterna! No Espírito Santo de Cristo, tendes a vida do Senhor no pão e no vinho, presença real do Cristo morto e ressuscitado! Ele, que se foi, não nos deixou! Na potência do seu Espírito, continua agindo em nós e entre nós!
             Irmãos, esta Noite é santa! Toda lágrima, nela, é enxugada; todo pecado, nela, é perdoado; toda morte, nela, é vencida! Irmãos, nosso Jesus ressuscitou, nosso Jesus foi constituído Senhor, nosso Jesus abriu-nos um caminho novo; nosso Jesus deu-nos um novo rumo na vida, uma nova esperança , uma invencível certeza! Irmãos, nesta Noite, a Morte perdeu a guerra, nesta Noite, o Filho de Deus, na sua humanidade igual a nossa, venceu a Morte, arrombou o pântano infernal e abriu-nos o caminho para o Pai! Irmãos, esta é a Noite mais feliz da história humana: é a Noite da Páscoa; Páscoa de Cristo, nossa Páscoa! “Eis agora a Páscoa, nossa festa, em que o real Cordeiro se imolou: marcando nossas portas, nossas almas, com seu divino sangue nos salvou! Ó Noite de alegria verdadeira, que prostra o Faraó e ergue os hebreus, que une de novo ao céu a terra inteira, pondo na treva humana a luz de Deus!”
             Irmãos, Cristo ressuscitou! Irmãs, o sepulcro está vazio! Irmãos, Cristo, nosso Caminho, abriu-nos o caminho da vida! Irmãs, vivamos vida nova, porque agora nossa vida tem rumo, sentido e plenitude: na treva humana brilhou em Cristo a luz de Deus! Feliz Páscoa, Irmãos! Cristo ressuscitou. Do sait dom Henrique – WWW.domhenrique.com.br


Domingo De Ressurreição.
A Ressurreição de Jesus é a verdade culminante da nossa fé em Cristo, acreditada e vivida como verdade central pela primeira comunidade crista, transmitida como fundamental  pela tradição estabelecida pelos documentos do Novo testamento, pregada  como parte essencial  do mistério pascal, ao mesmo tempo que a cruz: cristo ressuscitou do morto. Pela sua Morte venceu a morte, e aos mortos deu a vida.            Santo Agostinho sobre o Aleluia ensina que o canto do Aleluia nos expressamos a época de alegria, de repouso e de triunfo representada aqui em baixo pelos dias do tempo pascal. Contudo, ainda não possuímos o objeto de nossos louvores, mas suspiramos a procura do verdadeiro Aleluia. Reze o Salmo 150 grande convite a todo ser que vive Louvar o Senhor com instrumentos.

Medite todos os relatos da ressurreição durante a oitava da páscoa. Excelentes catequese se encontra no Catecismo da Igreja católica nn. 638-678

Medite também os relatos da ressurreição que consta sempre da mesma estrutura conforme oriente o teólogo Bruno Forte: a manifestação do novo estado de Jesus Cristo ressuscitado, a incredulidade dos discípulos e o lento processo de fé no seu novo estado, um sinal de Jesus que evoca a memória , o reconhecimento e conclui com a missão. “ide e anunciaia que estou ressuscitei..”.

Mt 28, 15.
Jo 20, 11-18.
Lc 24, 13-35.
Lc 24, 35-48.
Jo 21, 1-14.
Mc 16, 9-15.
1Cor 15.

At 10,34a.37-43
Sl 117
Cl 3,1-4 ou 1Cor 5,7b.-8a
Jo 20,1-9 ou, à tarde, Lc 24,13-35

             Hoje é o dia mais solene do ano: é a Páscoa!
            Aquele que vimos envolto em sangue, tomado pelas dores da morte na Sexta-feira, Aquele que velamos respeitosamente no silêncio da morte no Sábado, agora proclamamo-lo Ressuscitado, Vivo, Vitorioso!
            Hoje pela manhã, “quando ainda estava escuro”, nossas irmãs foram ao túmulo e encontraram-no aberto e vazio! Elas correram apavoradas: foram contar ao nosso líder, Simão Pedro. Ele foi também ao túmulo com o outro discípulo, aquele que Jesus amava: viram as faixas de linho no chão... O túmulo estava vazio... O que acontecera? Roubaram o corpo? Os judeus levaram-no? Que houve? Que ocorrera?
             Na tarde de hoje, dois outros irmãos nossos estavam voltando para Emaús, sem esperança nenhuma: voltavam para sua vida de cada dia... estavam deixando a Comunidade dos discípulos, a Igreja que ia nascer: Jesus morrera, tudo acabara, a esperança fora embora... Mas, um Desconhecido começou a caminhar com eles, e lhes falava sobre tudo quanto a Escritura havia predito a respeito do Messias: sua pregação, suas dores, sua derrota, sua morte, sua vitória final... E o coração daqueles dois começou a encher-se de nova esperança, a arder de alegria! Eles, agora, começavam a compreender: tudo quanto havia acontecido com Jesus não fora simplesmente um cego absurdo, uma loucura, um sinal de maldição! Tudo fazia parte de um incrível projeto de amor do Pai: “Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?”E, o que é mais impressionante: ao sentarem-se à mesa, o Desconhecido tomou a iniciativa, não esperou o dono da casa: pegou o pão e deu graças, partiu-o.... Coisa impressionante, irmãos: os olhos daqueles dois se abriram, e eles o reconheceram: era Jesus! Jesus vivo! Jesus reconhecido nas Escrituras e no partir o pão! Como mais uma vez, acontecerá agora, nesta Missa! Os dois voltaram, imediatamente a Jerusalém e, lá, a alegria foi maior ainda: os apóstolos confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão Pedro!”
            Irmãos, por esta fé nós vivemos, por esta fé somos cristãos, por esta fé empenhamos a vida toda! Neste Dia santíssimo, Jesus entrou na glória do Pai. Nós continuamos aqui; ele já não mais está preso a dia algum, a tempo algum, a limitação alguma: ele entrou na eternidade de Deus, na plenitude do seu Deus e Pai! Irmãos, escutai: a Morte, hoje, foi vencida! Jesus abriu o caminho, Jesus atravessou o tenebroso e doloroso mar da Morte, Jesus entrou no Pai! Jesus “passou”, fez sua Páscoa!
            Mas, não só: ele fez isso por nós, por cada um de nós: “Vou preparar-vos um lugar... a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também” (Jo 14,2-3). Ele, que morrera da nossa Morte, tem agora o poder de nos dar a sua vitória. Para isso, irmãos, ele nos deu, no Batismo, o seu Espírito de ressurreição, o mesmo no qual o Pai o ressuscitou na madrugada de hoje!
            Irmãos, eis a Páscoa de Cristo e nossa! Na certeza desta vida nova, renovemos nossa própria vida! “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos para alcançar as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus!” Vivamos uma vida nova em Cristo! Crer na sua ressurreição, viver sua vida de ressuscitado é, já agora, viver numa perspectiva nova, viver com o olhar a partir da Eternidade. São Paulo nos diz, para a Festa de hoje: “Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Celebremos a Festa, não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade ou da perversidade, mas com os pães sem fermento de pureza e de verdade”. É o pão sem fermento, pão ázimo, da Eucaristia que vamos comer daqui a pouco; pão que é o próprio Cordeiro imolado, Cordeiro pascal, Cordeiro que tira o pecado do mundo! Nós vamos entrar em comunhão com ele, vivo e vencedor. Do site de dom Henrique.com.br.

A GRANDE SEMANA, A SEMANA SANTA


CAROS RETIRANTES ESTA SEMANA FAREMOS UMA PAUSA NAS MADITAÇÕES DO EVANGELHO DE MATEUS. A NOSSA ATENÇÃO SE CONCENTRA NOS TEXTOS DA LITURGIA DA SEMANA SANTA. FELIZ SEMANA SANTA. Pe Humberto.


GUIA DO VERDADEIRO SENTIDO PARA VIVER E CELEBRAR A GRANDE SEMANA SANTA[1] NO ANO A aqui..aqui

1. Nota de Introdução – caro retirante esta semana é especial. Tome consciência da sua grandeza. O Maximo de dedicação à prática orante e celebrativa. Os textos são abundantes. É necessário seguir os textos de cada dia para o seu lucro espiritual. Não fique em prejuízo espiritual. Quero lhe ofertar um presente de páscoa - um aprofundamento sobre o sentido de cada dia da semana santa com praticas para a vivencia do dia.
2.Dileto retirante  “Se há uma liturgia, deveria encontrar-se todos juntos, atentos, solícitos e unidos para uma participação plena, digna, piedosa e amorosa, esta é  liturgia da grande semana. Por um motivo claro e profundo: o mistério pascal, que encontra na Semana Santa a sua mais alta e comovida celebração, não é um simples momento do ano litúrgico, ele é a fonte de todas as outras celebrações do próprio ano litúrgico, porque todas se referem ao mistério da nossa redenção, isto é, ao mistério da páscoa” (Paulo VI).
3. Domingo da Paixão do Senhor: Cor Litúrgica vermelho


Tem sentido messiânico: O Catecismo n. 560 faz eco a tal idéia, a Entrada de Jesus em Jerusalém manifesta a vinda do Reino que o Rei-Messias vai realizar pela Páscoa da sua morte e da sua Ressurreição ( cf. Lc 1,32, Sl 24,7-10,  Zc 9,9 e Sl 118, 26).
Leitura do texto bíblico: (Mat 21,1-11) – proclamado antes da Bênção de Ramos
O texto em si: O relato de Mt  desenvolve a preparar a citação de (Zac 9,9):encontrei uma jumenta amarrada e  com ele a um jumentinho (v.2).
Mateus prepara os leitores para a humilhação do messias (v.5b; 21,11 com 2,23): o senhor vem não na gloria, mas na humildade: o discípulo não se engane com o aparente trunfo.


meditação seguiremos o catecimso parágrafo: A ENTRADA MESSIÂNICA DE JESUS EM JERUSALÉM
559. Como vai Jerusalém acolher o seu Messias? Embora tenha sempre evitado as tentativas populares de O fazerem rei (325), Jesus escolheu o momento e preparou os pormenores da sua entrada messiânica na cidade de «David, seu pai» (Lc 1, 32) (326). E é aclamado como filho de David e como aquele que traz a salvação («Hosanna» quer dizer «então salva!», «dá a salvação»). Ora, o «rei da glória» (Sl 24, 7-10) entra na «sua cidade», «montado num jumento» (Zc 9, 9). Não conquista a filha de Sião, figura da sua Igreja, nem pela astúcia nem pela violência, mas pela humildade que dá testemunho da verdade(327). Por isso é que, naquele dia, os súbditos do seu Reino, são as crianças (328) e os «pobres de Deus», que O aclamam, tal como os anjos O tinham anunciado aos pastores (329). A aclamação deles: «Bendito o que vem em nome do Senhor» (Sl118, 26) é retomada pela Igreja no «Sanctus» da Liturgia Eucarística, a abrir o memorial da Páscoa do Senhor.


3. 1. Modo de viver com o povo:

A) Meditar a paixão do Senhor segundo o Evangelho de Mateus ( Leia : Mt 26,14-27,66) o modo como Jesus acolhe este ato: esteja atentos a cada personagem, quem é a favor de Jesus, quem é contra. Hoje, quem é a favor de Jesus, quem é contra, quem permanece sem posição.
O Evangelho segundo Mateus começa por apresentar Jesus (cf. Mt 1,1-4,22). Descreve, depois, o anúncio central de Jesus: nas suas palavras e nos seus gestos, Jesus anuncia esse mundo novo a que Ele chama “o Reino dos céus” (cf. Mt 4,23-9,35). Do anúncio do “Reino” nasce a comunidade dos discípulos – isto é, nasce um grupo que assimila as propostas de Jesus (cf. Mt 9,36-12,50). Os discípulos são a “comunidade do Reino”: instruídos por Jesus, formados na mentalidade do “Reino”, os discípulos recebem a missão de testemunhar o “Reino”, após a partida de Jesus (cf. Mt 13,1-17,27). Na parte final do seu Evangelho, Mateus descreve a ruptura final de Jesus com o judaísmo (cf. Mt 18,1-25,46) e o final do caminho de Jesus: a paixão, morte e ressurreição (cf. Mt 26,1-28,15).
A leitura que hoje nos é proposta é o relato da paixão de Jesus. Descreve como o anúncio do Reino choca com a mentalidade da opressão e, portanto, conduz à cruz e à morte; no entanto, não podemos dissociar os acontecimentos da paixão daqueles que celebraremos no próximo domingo: a ressurreição é a prova de que Jesus veio de Deus e tinha um mandato do Pai para tornar realidade no mundo o “Reino dos céus” (ttp://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=400..pesquisado em 10 de abril de 2014).

A)   A profecia do Servo Sofredor do profeta Isaias Is 50,4-7: Descreve antecipadamente a vida de Jesus Servo de Deus.
O texto em si: Os traços do Messias são revelados sobretudo nos cânticos do Servo (75). Estes cânticos anunciam o sentido da paixão de Jesus, indicando assim a maneira como Ele derramará o Espírito Santo para dar vida à multidão: não a partir do exterior, mas assumindo a nossa «condição de servo» (Fl 2, 7). Tomando sobre Si a nossa morte, Ele pode comunicar-nos o seu próprio Espírito de vida (CIC , 713):
Meditação: características do servo: solidariedade aos irmãos abatidos para alená-los; docilidade para escutar o senhor; obediência e submissão para realizar a missão recebida; confiança e paciência diante das penas e d incompreensão.
O Texto em si: (Leia primeiro Fil 2,6-11) É Um Hino cristologico que Paulo Apostolo tomou da comunidade crista primitiva. Parte o Hino de uma exortação: tenham os mesmos sentimentos de Jesus cristo (v.5). É composto de duas partes:
a)    Auto - humilhação (kénosis): vv6-8
b)    Glorificação: (VV. 9-11)
c)    Este Hino é o melhor comentário a gloriosa Paixão do Senhor que proclamamos hoje.  É uma solida síntese de fé crista cujo centro é o mistério de Cristo e que compreende: sua pré - existência divina (Jo  1,1), a sua auto - humilhação e aniquilamento (encarnação Jo 1,14, paixão, Morte) e sua exaltação gloriosa pela ressurreição .
d)    Conseqüência para nós: Adoração de todo o Universo (céu e terra) e o novo título de Senhor – titulo pascal.


MEDITAÇAO A PARTIR DO CATECISMO: Senhor
446. Na tradução grega dos Livros do Antigo Testamento, o nome inefável sob o qual Deus Se revelou a Moisés (63), YHWH, é traduzido por « Kyrios» («Senhor»). Senhor torna-se, desde então, o nome mais habitual para designar a própria divindade do Deus de Israel. É neste sentido forte que o Novo Testamento utiliza o título de «Senhor», tanto para o Pai como também – e aí é que está a novidade – para Jesus, assim reconhecido como sendo Ele próprio Deus (64).
447. O próprio Jesus veladamente atribui a Si mesmo este título, quando discute com os fariseus sobre o sentido do Salmo 110 (65), e também, de modo explícito, ao dirigir-Se aos Apóstolos (66). Ao longo de toda a vida pública, os seus gestos de domínio sobre a natureza, sobre as doenças, sobre os demônios, sobre a morte e o pecado, demonstravam a sua soberania divina.
448. Muitíssimas vezes, nos evangelhos, aparecem pessoas que se dirigem a Jesus chamando-lhe «Senhor».Este título exprime o respeito e a confiança dos que se aproximam de Jesus e d'Ele esperam socorro e cura (67). Pronunciado sob a moção do Espírito Santo, exprime o reconhecimento do Mistério divino de Jesus (68). No encontro com Jesus ressuscitado, transforma-se em adoração: «Meu Senhor e meu Deus» (Jo 20, 28). Assume então uma conotação de amor e afeição, que vai ficar como típica da tradição cristã: «E o Senhor!» (Jo 21, 7).
449. Ao atribuir a Jesus o título divino de Senhor, as primeiras confissões de fé da Igreja afirmam, desde o princípio (69), que o poder, a honra e a glória, devidos a Deus Pai, também são devidos a Jesus (70), porque Ele é «de condição divina» (Fl 2, 6) e o Pai manifestou esta soberania de Jesus ressuscitando-O de entre os mortos e exaltando-O na sua glória (71).
450. Desde o princípio da história cristã, a afirmação do senhorio de Jesus sobre o mundo e sobre a história (72) significa também o reconhecimento de que o homem não deve submeter a sua liberdade pessoal, de modo absoluto, a nenhum poder terreno, mas somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo: César não é o «Senhor»(73). «A Igreja crê... que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontra no seu Senhor e Mestre» (74).
451. A oração cristã é marcada pelo título de «Senhor», quer no convite à oração: «O Senhor esteja convosco», quer na conclusão da mesma: «Por nosso Senhor Jesus Cristo», quer ainda pelo grito cheio de confiança e de esperança: «Maran atha» («O Senhor vem!») ou «Marana tha» («Vem, Senhor!») (1 Cor 16, 22): «Amen, vem, Senhor Jesus!» (Ap 22, 20)....
MEDITAÇAO 2
MEDITAÇAO PARA A LITURGIA DO DOMINGO DA PAIXAO
Caro retirante a mesa da Palavra de Deus nesta semana é farta. Não é possível comentar todos os textos, farei opção por uma idéia comum da liturgia do domingo de Ramos na Paixão do Senhor.  O que é mais importante destacar nesta liturgia de hoje! É o tema do Reino de Deus. O reino de Deus é Jesus, portanto a sua existência é eterna (Jo 1,1), veio morar conosco no Verbo Encarnado (Jo 1,14). O Reino chegou pequenino como é pequenina a semente. Ele (Jesus) é em tudo semelhante a nós, exceto no pecado. “Trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana, amou com o corçao humano, Nascido da Virgem Maria, tornou-se, verdadeiramente um de nós, semelhante a nós, em tudo, exceto no pecado” (GS 22,2). É  anunciado por Jesus e tornado presente com sinais libertadores  ao longo de todo o Evangelho.(Lc 4,18).
Entretanto, o Reino que se aproximou no verbo encarnado, foi semeado ao longo do Evangelho, veio na Morte e ressurreição de Jesus Cristo; é o que a Igreja proclama por ocasião da abertura da Semana Santa. A entrada de Jesus-Rei em Jerusalém onde sofrerá a sua Paixão Gloriosa. Entra “triunfante, mas logo sofrerá a humilhação da cruz”. “Entra aclamado com “Hosana, Bendito o que vem em nome do senhor”, mas logo ouvirá outro grito “  crucifica –o, crucifica-o ”.  Não vem montado num cavalo, mas num burrinho anunciando no gesto a paz messiânica.
Caro retirante o Messias triunfalista ao entrar na grande cidade de Jerusalém é menos triunfalista, está mais próximo do Cristo da paixão do que  a primeira vista aparece. As leituras de Isaias e Paulo reforçam esta idéia.  “Seria incorrer numa confusão sobre o messianismo de Jesus, como sucedeu ao povo e aos discípulos inclusive aos discípulos naquele momento, qualificar de triunfal uma entrada que de fato foi messiânica, Isto é,  humilde e não com poder político, de serviço e não de domínio, de paz e oferta de salvação de Deus para a cidade incrédula e não de triunfalismo arrasador sobre os adversários de Jesus que ele bem conhecia” (CABALLERO, Basilio. Nas fontes da Palavra de Deus. Santuário.p 95).
De um lado temos uma leitura do acontecimento um Messianismo triunfalista e político mais direcionado para as realidades dos nossos tempos presente, por outro o messianismo religioso e espiritual. Foi esta atitude que Jesus encarna de servo. Toda a sua marca é servir (Mc10, 45).  Ele Caminha em meio às aclamações, mas rumo à gloriosa paixão. A gloria verdadeiramente autentica virá com o esplendor da ressurreição no terceiro dia como preanunciara o Senhor preanunciara aos seus no caminha a Jerusalém.  No monte Tabor Por um instante, Jesus mostra sua gloria divina. Mostra também que, para entrar em sua glória deve passar pela cruz em Jerusalém.
 Antes da ressurreição os doze não compreendiam o Cristo, mas estavam presos a Jesus de Nazaré e a concepção messianismo político, mas após o fato inaudito da ressurreição é reorientado o caminho e a prática da justiça. “seus discípulos, a principio, não compreenderam isto; mas quando Jesus foi glorificado, lembraram-se de que estas coisas estavam escritas na Bíblia a seu respeito e que era isso que lhe tinham feito (Jo 12,16). 
Todo o Evangelho de Mateus por nós meditado cumpre as profecias a respeito do messias-Rei. É comum a afirmação de Mateus “foi conforme as escrituras”.  “isso aconteceu para que se cumprisse o que disse o profeta: Digam a cidade de Sião  (Is 62,11): o seu rei vem a você, humilde e montado num jumento, sobre um jumentinho,filho de um animal de carga’ (Zc 9,9).
            Penso que o caminho do messias da encarnação á cruz da cruz a ressurreição ilumina a nossa peregrinação rumo aos reino dos céus.  É preciso encarnar toda a realidade existencial da vida humana e salvar com o Evangelho do reino. É preciso assumir a cruz de cada dia com Cristo. “Aquele que não toma a sua cruz e me segue não é digno de mim”. (Mt 10,38). É preciso a atitude de serviço de toda a Igreja  (Mc 1,15).A Igreja serve-o com o anúncio que chame à conversão: este é o primeiro e fundamental serviço à vinda do Reino para cada pessoa e para a sociedade humana. A salvação escatológica começa já agora, na novidade de vida em Cristo: « a todos os que O receberam, aos que crêem n'Ele, deu o poder de se tornarem filhos de Deus » (Jo 1, 12) (João Paulo II).É preciso crer na vitoria do reino que veio na morte e ressurreição de Jesus. “A ressurreição confere à mensagem de Cristo, e a toda a Sua ação e missão, um alcance universal. Os discípulos constatam que o Reino já está presente na pessoa de Jesus, e pouco a pouco vai-se instaurando no homem e no mundo, por uma misteriosa ligação com a Sua pessoa”. É preciso olhar para a grande cidade com o olhar de discípulo, mas também com o olhar de missionário. Caro retirante pense nos desafios de instaurar os valores do reino de Deus na grande cidade de Petrolina. Da mensagem do evangelho chegar ao coração de cada pessoa. Um caminho  para o sonho tornar-se realidade Evangelizar missão de cada batizado. Evangelizar a grande cidade. O documento de Aparecida nos parágrafos nos faz olhar positivamente para a cidade. Seguem três parágrafos.
514. A fé nos ensina que Deus vive na cidade, em meio as suas alegrias, desejos e esperanças, com também em meio as suas dores e sofrimentos. As sombras que marcam o cotidiano das cidades, como exemplo, a violência, pobreza, individualismo e exclusão,  não podem nos impedir que busquemos e contemplemos a Deus da vida também nos ambientes urbanos. As cidades são lugares de liberdade e de oportunidade. Nelas, as pessoas tem a possibilidade de conhecer mais pessoas, interagir e conviver com elas. Nas cidades é possível experimentar vínculos de fraternidade, solidariedade e universalidade. Nelas, o ser humano é constantemente chamado a caminhar sempre mais ao encontro do outro, conviver com o  diferente, aceita-lo e ser aceito por ele.
515. O projeto de Deus é “a Cidade Santa, a nova Jerusalém”, que desce do céu, de junto a Deus, “vestida como uma noiva que se adorna para seu esposo”, que é “a tenda que Deus instalou entre os homens. Acampará com eles; eles serão seu povo e o próprio Deus estará com eles. Enxugará as lágrimas de seus olhos e não haverá morte nem luto, nem pranto, nem dor, porque tudo o que é antigo terá desaparecido” (Ap 21,2-4). Este projeto em sua plenitude é futuro, mas já está se realizando em Jesus Cristo, “o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim” (Ap 21,6), que nos diz “Eu faço novas todas as coisas” (Ao 21,5).
516. A Igreja está a serviço da realização desta Cidade Santa, através da proclamação e da vivência da Palavra, da celebração da Liturgia, da comunhão fraterna e do serviço, especialmente aos mais pobres e aos que mais sofrem e, dessa forma, através de Cristo como fermento do Reino vai transformando a cidade atual. Amém!
e) Medite sobre os “Mistérios Dolorosos” do Rosário.

c) Meditar o salmo 21: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste... 



[1] CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, Gráfica de Coimbra, Lisboa 19992. BERGAMINI A., Cristo, Festa da Igreja. O ano litúrgico. Paulinas, São Paulo 1994. VOCABULÁRIO DE TEOLOGIA BÍBLICA, Vozes, Petrópolis, 1992. 

O REINO DE DEUS


O REINO DE DEUS

 Nota importante: O Reino de Deus se identifica com Jesus. Foi preparado no AT e chegou plenamente Nele. Para ingressar e permanecer no Reino de Deus  O mestre exige duas atitudes “convertei-vos e crede no Evangelho” (mc 1,15). Depois de muita orar o Evangelho de Jesus segundo Mateus apresenta este capitulo II da encíclica a missão do redentor do Beato João Paulo II como um presente de páscoa.  Boa leitura Pascal! (pe. Humberto).
12. « Deus, rico em misericórdia, é Aquele que Jesus Cristo nos revelou como Pai. Foi o Seu próprio Filho Quem, em Si mesmo, no-l'O manifestou e deu a conhecer », 21 Isto escrevi-o eu, no início da Encíclica Dives in Misericordia, mostrando como Cristo é a revelação e a encarnação da misericórdia do Pai. A salvação consiste em crer e acolher o mistério do Pai e do Seu amor, que se manifesta e oferece em Jesus, por meio do Espírito. Assim se cumpre o Reino de Deus, preparado já no Antígo Testamento, realizado por Cristo e em Cristo, anunciado a todos os povos pela Igreja, que actua e reza para que ele se realize de modo perfeito e definitivo.
Na verdade, o Antigo Testamento atesta que Deus escolheu para Si e formou um povo, para revelar e cumprir o Seu plano de amor. Mas, ao mesmo tempo, Deus é criador e Pai de todos os homens, atende às necessidades de cada um, estende a Sua bênção a todos (cf. Gn 12, 3) e com todos selou uma aliança (cf. Gn 9, 1-17). Israel faz a experiência de um Deus pessoal e salvador (cf. Dt 4, 37; 7, 6-8; Is 43, 1-7), do Qual se torna testemunha e portavoz, no meio das nações. Ao longo da sua história, Israel toma consciência de que a sua eleição tem um significado universal (cf por ex.: Is 2, 2-5; 25, 6-8; 60, 1-6; Jer 3, 17; 16, 19).

Cristo torna presente o Reino

13. Jesus de Nazaré levou o plano de Deus ao seu pleno cumprimento. Depois de ter recebido o Espírito Santo no baptismo, Ele manifesta a sua vocação messianica nestes moldes: percorre a Galileia, « pregando a Boa Nova de Deus: 'Completou-se o tempo, o Reino de Deus está perto! Arrependei-vos, e acreditai na Boa Nova' » (Mc1, 14-15; cf. Mt 4, 17; Lc 4, 43). A proclamação e a instauração do Reino de Deus são o objectivo da Sua missão: « pois foi para isso que fui enviado » (Lc 4, 43). Mais ainda: o próprio Jesus é a « Boa Nova », como afirma logo no início da missão, na sinagoga da Sua terra natal, aplicando a Si próprio as palavras de Isaías, sobre o Ungido, enviado pelo Espírito do Senhor (cf. Lc 4, 14-21). Sendo Ele a « Boa Nova », então em Cristo há identidade entre mensagem e mensageiro, entre o dizer, o fazer e o ser. A força e o segredo da eficácia da Sua acção está na total identificação com a mensagem que anuncia: proclama a « Boa Nova » não só por aquilo que diz ou faz, mas também pelo que é.
O ministério de Jesus é descrito no contexto das viagens na Sua terra. O horizonte da missão antes da Páscoa concentra-se em Israel; no entanto, Jesus oferece um novo elemento de importancia capital. A realidade escatológica não fica adiada para um remoto fim do mundo, mas está próxima e começa já a cumprir-se. O Reino de Deus aproxima-se (cf. Mc 1, 15), roga-se que venha (Mt6, 10), a fé já o descobre operante nos sinais, isto é, nos milagres (cf. Mt 11, 4-5), nos exorcismos (cf. Mt 12, 25-28), na escolha dos Doze (cf. Mc 3, 13-19), no anúncio de Boa Nova aos pobres (cf. Lc 4, 18). Nos encontros de Jesus com os pagãos, fica claro que o acesso ao Reino se faz pela fé e conversão (cf. Mc 1, 15), e não por mera proveniência étnica.
O Reino, inaugurado por Jesus, é o Reino de Deus: o próprio Jesus revela Quem é este Deus, para o Qual usa a expressão familiar « Abba », Pai (Mc 14, 36). Deus, revelado especialmente nas parábolas (cf. Lc15, 3-32; Mt 20, 1-16), é sensível às necessidades e aos sofrimentos do homem: um Pai cheio de amor e compaixão, que perdoa e dá gratuitamente os benefícios que Lhe pedem.
S. João diz-nos que « Deus é amor » (1 Jo 4, 8.16). Todo o homem, por isso, é convidado a « converter-se » e a « crer » no amor misericordioso de Deus por ele: o Reino crescerá na me dida em que cada homem aprender a dirigir-se a Deus, na intimidade da oração, como a um Pai (cf. Lc 11, 2; Mt 23, 9), e se esforçar por cumprir a Sua vontade (cf. Mt 7, 21).

Características e exigências do Reino

14. Jesus revela progressivamente as características e as exigências do Reino, através das suas palavras, das suas obras e da sua pessoa.
O Reino de Deus destina-se a todos os homens, pois todos foram chamados a pertencer-lhe. Para sublinhar este aspecto, Jesus aproximou-se sobretudo daqueles que eram marginalizados pela sociedade, dando-lhes preferência, ao anunciar a Boa Nova. No início do Seu ministério, proclama: fui enviado a anunciar a Boa Nova aos pobres (cf. Lc 4, 18). As vítimas da rejeição e do desprezo, declara: « bem-aventurados vós, os pobres » (Lc6, 20), fazendo-lhes, inclusive, sentir e viver já uma experiência de libertação, estando com eles, partilhando a mesma mesa (cf. Lc 5, 30; 15, 2), tratando-os como iguais e amigos (cf. Lc 7, 34), procurando que se sentissem amados por Deus, e revelando deste modo imensa ternura pelos necessitados e pecadores (cf. Lc15, 1-32).
A libertação e a salvação, oferecidas pelo Reino de Deus, atingem a pessoa humana tanto nas suas dimensões físicas como espirituais. Dois gestos caracterizam a missão de Jesus: curar e perdoar. As múltiplas curas provam a Sua grande compaixão face às misérias humanas; mas significam também que, no Reino de Deus, não haverá doenças nem sofrimentos, e que a Sua missão, desde o início, visa libertar as pessoas daqueles. Na perspectiva de Jesus, as curas são também sinal da salvação espiritual, isto é, da libertação do pecado Realizando gestos de cura, Jesus convida à fé, à conversão, ao desejo do perdão (cf. Lc 5, 24) Recebida a fé, a cura impele a ir mais longe: introduz na salvação (cf. Lc 18, 42-43). Os gestos de libertação da possessão do demónio, mal supremo e símbolo do pecado e da rebelião contra Deus, são sinais de que o « Reino de Deus chegou até vós » (Mt12, 28).

15. O reino pretende transformar as relações entre os homens, e realiza-se progressivamente à medida que estes aprendem a amar, perdoar, a servir-se mutuamente. Jesus retoma toda a Lei, centrando-a no mandamento do amor (cf. Mt 22, 34-40; Lc 10, 25-28). Antes de deixar os seus, dá-lhes um « mandamento novo »: « amai-vos uns aos outros como Eu vos amei » (Jo 13, 34; cf. 15, 12). 0 amor com que Jesus amou o mundo tem a sua expressão suprema, no dom da Sua vida pelos homens (cf. Jo 15, 13), que manifesta o amor que o Pai tem pelo mundo (cf. Jo 3, 16). Por isso a natureza do Reino é a comunhão de todos os seres humanos entre si e com Deus.
O Reino diz respeito a todos: às pessoas, à sociedade, ao mundo inteiro. Trabalhar pelo Reino significa reconhecer e favorecer o dinamismo divino, que está presente na história humana e a transforma. Construir o Reino quer dizer trabalhar para a libertação do mal, sob todas as suas formas. Em resumo, o Reino de Deus é a manifestação e a actuação do Seu desígnio de salvação, em toda a sua plenitude.

Em Cristo ressuscitado, o Reino cumpre-se e é proclamado

16. Ao ressuscitar Jesus dos mortos, Deus venceu a morte, e n'Ele inaugurou definitivamente o Seu Reino. Durante a vida terrena, Jesus é o profeta do Reino e, depois da Sua paixão, ressurreição e ascenção aos céus, participa do poder de Deus, e do Seu domínio sobre o mundo (cf Mt 28, 18; At 2, 36; Ef 1, 18-21). A ressurreição confere à mensagem de Cristo, e a toda a Sua acção e missão, um alcance universal. Os discípulos constatam que o Reino já está presente na pessoa de Jesus, e pouco a pouco vai-se instaurando no homem e no mundo, por uma misteriosa ligação com a Sua pessoa. Assim depois da ressurreição, eles pregam o Reino, anunciando a morte e a ressurreição de Jesus; Filipe, na Samaria, « anunciava a Boa Nova do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo » (At 8, 12). Paulo, em Roma, « anunciava o Reino de Deus e ensinava o que diz respeito ao Senhor Jesus Cristo » (At 28, 31). Também os primeiros cristãos anunciam « o Reino de Cristo e de Deus » (Ef5, 5; cf. Ap 11, 15; 12, 10), ou então « o Reino eterno de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo » (2 Ped 1, 11). Sobre o anúncio de Jesus Cristo, com o Qual o Reino se identifica, se concentra a pregação da Igreja primitiva. Como outrora, é preciso unir hoje o anúncio do Reino de Deus (o conteúdo do « kerigma » de Jesus) e a proclamação da vinda de Jesus Cristo (o « kerigma » dos apóstolos). Os dois anúncios completam-se e iluminam-se mutuamente.

O Reino em relação a Cristo e à Igreja

17. Hoje fala-se muito do Reino, mas nem sempre em consonancia com o sentir da Igreja. De facto, existem concepções de salvação e missão que podem ser designadas « antropocêntricas », no sentido redutivo da palavra, por se concentrarem nas necessidades terrenas do homem. Nesta perspectiva, o Reino passa a ser uma realidade totalmente humanizada e secularizada, onde o que conta são os programas e as lutas para a libertação socio-económica, política e cultural, mas sempre num horizonte fechado ao transcendente. Sem negar que, a este nível, também existem valores a promover, todavia estas concepções permanecem nos limites de um reino do homem, truncado nas suas mais autênticas e profundas dimensões, espelhando-se facilmente numa das ideologias de progresso puramente terreno. O Reino de Deus, pelo contrário, « não é deste mundo (...) não é daqui debaixo » (Jo18, 36).
Existem também concepções que propositadamente colocam o acento no Reino, autodenominando-se de « reino-cêntricas », pretendendo com isso fazer ressaltar a imagem de uma Igreja que não pensa em si, mas dedica-se totalmente a testemunhar e servir o Reino. E uma « Igreja para os outros » — dizem — como Cristo é o homem para os outros. A tarefa da Igreja é orientada num duplo sentido: por um lado promover os denominados « valores do Reino », como a paz, a justiça,a liberdade, a fraternidade, por outro, favorecer o diálogo entre os povos, as culturas, as religiões, para que, num mútuo enriquecimento, ajudem o mundo a renovar-se e a caminhar cada vez mais na direcção do Reino.
Ao lado de aspectos positivos, essas concepções revelam frequentemente outros negativos. Antes de mais, silenciam o que se refere a Cristo: o Reino, de que falam, baseia-se num « teocentrismo », porque — como dizem — Cristo não pode ser entendido por quem não possui a fé n'Ele, enquanto que povos, culturas e religiões se podem encontrar na mesma e única realidade divina, qualquer que seja o seu nome. Pela mesma razão, realçam o mistério da criação, que se reflecte na variedade de culturas e crenças, mas omitem o mistério da redenção. Mais ainda, o Reino, tal como o entendem eles, acaba por marginalizar ou desvalorizar a Igreja, como reacção a um suposto eclesiocentrismo do passado, por considerarem a Igreja apenas um sinal, aliás passível de ambiguidade.

18. Ora este não é o Reino de Deus, que conhecemos pela Revelação: ele não pode ser separado de Cristo nem da Igreja.
Como já se disse, Cristo não só anunciou o Reino, mas, n'Ele, o próprio Reino se tornou presente e plenamente se realizou. E não apenas através das Suas palavras e obras: « o Reino manifesta-se principalmente na própria pessoa de Cristo, Filho de Deus e Filho do Homem, que veio 'para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos' (Mc10, 45) ». 22 O Reino de Deus não é um conceito, uma doutrina, um programa sujeito a livre elaboração, mas é, acima de tudo, uma Pessoa que tem o nome e o rosto de Jesus de Nazaré, imagem do Deus invisível. 23 Se separarmos o Reino, de Jesus, ficaremos sem o Reino de Deus por Ele pregado, acabando por se distorcer quer o sentido do Reino, que corre o risco de se transformar numa meta puramente humana ou ideológica, quer a identidade de Cristo, que deixa de aparecer como o Senhor, a Quem tudo se deve submeter (cf. 1 Cor 15, 27).
De igual modo, não podemos separar o Reino, da Igreja. Com certeza que esta não é fim em si própria, uma vez que se ordena ao Reino de Deus, do qual é princípio, sinal e instrumento. Mesmo sendo distinta de Cristo e do Reino, a Igreja todavia está unida indissoluvelmente a ambos. Cristo dotou a Igreja, Seu Corpo, da plenitude de bens e de meios da salvação; o Espírito Santo reside nela, dá-lhe a vida com os Seus dons e carismas, santifica, guia e renova-a continuamente. 24 Nasce daí uma relação única e singular que, mesmo sem excluir a obra de Cristo e do Espírito fora dos confins visíveis da Igreja, confere a esta um papel específico e necessário. Disto provém a ligação especial da Igreja com o Reino de Deus e de Cristo, que ela t em « a mis são de anunciar e estabelecer em todos os povos ». 25

19. Nesta visão de conjunto, é que se compreende a realidade do Reino. É verdade que ele exige a promoção dos bens humanos e dos valores, que podem mesmo ser chamados « evangélicos », porque intimamente ligados à Boa Nova. Mas essa promoção, que a Igreja também toma a peito realizar, não deve ser separada nem contraposta às outras suas tarefas fundamentais, como são o anúncio de Cristo e Seu Evangelho, a fundação e desenvolvimento de comunidades que actuem entre os homens a imagem viva do Reino. Isto não nos deve fazer recear que se possa cair numa forma de eclesiocentrismo. Paulo VI, que afirmou existir « uma profunda ligação entre Cristo, a Igreja e a evangelização », 26 disse também que a Igreja « não é fim em si própria, pelo contrário, deseja intensamente ser toda de Cristo, em Cristo e para Cristo, e toda dos homens, entre os homens e para os homens ». 27

A Igreja ao serviço do Reino

20. A Igreja está efectiva e concretamente ao serviço do Reino. Em primeiro lugar, serve-o com o anúncio que chame à conversão: este é o primeiro e fundamental serviço à vinda do Reino para cada pessoa e para a sociedade humana. A salvação escatológica começa já agora, na novidade de vida em Cristo: « a todos os que O receberam, aos que crêem n'Ele, deu o poder de se tornarem filhos de Deus » (Jo 1, 12).
A Igreja serve ainda o Reino, fundando comunidades, constituindo Igrejas particulares, levando-as ao amadurecimento da fé e da caridade, na abertura aos outros, no serviço à pessoa e à sociedade, na compreensão e estima das instituições humanas.
A Igreja, além disso, serve o Reino, difundindo pelo mundo os «valores evangélicos», que são a expressão do Reino, e ajudam os homens a acolher o desígnio de Deus. É verdade que a realidade incipiente do Reino se pode encontrar também fora dos confins da Igreja, em toda a humanidade na medida em que ela viva os «valores evangélicos » e se abra à acção do Espírito que sopra onde e como quer (cf. Jo 3, 8); mas é preciso acrescentar, logo a seguir, que esta dimensão temporal do Reino está incompleta, enquanto não se ordenar ao Reino de Cristo, presente na Igreja, em constante tensão para a plenitude escatológica. 28
As múltiplas perspectivas do Reino de Deus 29 não enfraquecem os fundamentos e as finalidades missionárias; pelo contrário, fortificam e expandem-nas. A Igreja é sacramento de salvação para toda a humanidade; a sua acção não se limita àqueles que aceitam a sua mensagem. Ela é força actuante no caminho da humanidade rumo ao Reino escatológico, é sinal e promotora dos valores evangélicos entre os homens. 30 Neste itinerário de conversão ao projecto de Deus, a Igreja contribui com o seu testemunho e actividade, expressa no diálogo, na promoção humana, no compromisso pela paz e pela justiça, na educação, no cuidado dos doentes, na assistência aos pobres e mais pequenos, mantendo sempre firme a prioridade das realidades transcendentes e espirituais, premissas da salvação escatológica.
A Igreja serve o Reino também com a sua intercessão, uma vez que aquele, por sua natureza, é dom e obra de Deus, como lembram as parábolas evangélicas e a própria oração que Jesus nos ensinou. Devemos suplicá-lo, para que seja acolhido e cresça em nós; mas devemos simultaneamente cooperar a fim de que seja aceite e se consolide entre os homens, até Cristo « entregar o Reino a Deus Pai », altura essa em que « Deus será tudo em todos » (1 Cor 15, 24.28).




21 Carta Enc. Dives in misericordia, 1: l.c.,1177.


22 Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium, 5.


23 Cf. Conc. ecum. Vat. II, Const. past. sobre a Igreja no mundo contemporâneo Gaudium et spes, 22.


24 Cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium 4.


25 ibid., 5.


26Exort. Ap. Evangelii nuntiandi, 16: l.c.,15.


27 Discurso de Abertura da III Sessão do Conc. Ecum. Vat. II, 14 de Setembro de 1904: AAS 56 (1964) 810.


28 PAULO VI, Exort. Ap. Evangelii nuntiandi, 34: l.c.,28.


29 Cf. COMISSÃO TEOLÓGICA INTERNACIONAL, Temi SceIti d'ecclesiologia no XX aniversário do encerramento do Conc. Ecum. Vat. II (7/X/1985), 10: « L'indole escatologica della Chiesa: Regno di Dio e Chiesa ».


30 Cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. sobre a Igreja no mundo contemporâneo Gaudium et spes, 39. ...


RETIRO QUARESMAL Quinta Semana


06 a 10 DE ABRIL QUINTO DOMINGO DA QUARESMA – EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA
Nota de Introdução:

         Caros irmãos, a presente semana antecede a semana Santa. No domingo próximo a igreja vai celebrar a entrada de Jesus em Jerusalém. Em nome de Cristo faço algumas exortações, a saber: caro retirante, aceite de boa vontade. É  para o seu bem, o bem de sua família. Não faça turismo na semana Santa, não exceder no comer e no beber, intensifique conosco a prática  orante  com o Senhor. Afinal, o tempo da quaresma tem como objeto levar a celebrar a páscoa do Senhor que compreende a santa ceia, a gloriosa paixão, a santa vigília e a ressurreição do Senhor. Faça tudo que convém a um cristão, menos uma coisa se ausentar de celebrar tão grande acontecimento. É um pecado gravíssimo deixar os mistérios santos e escolher diversão outras. Se na sua roça (chácara) tem comunidade próxima que favoreça a participação da família nos ritos litúrgico não faz mal conciliar os momentos de descanso com os seus.  O mal é não participar da semana Santa.
         Agora vamos fazer o itinerário com Jesus que se autorevela como a ressurreição e a vida. Ainda nesta liturgia as fontes da palavra continuam a dar realce ao batismo. Jesus se autodefine como Vida através de um sinal: a revitalização de Lázaro (voltar a esta vida pelo poder de Jesus). Esta ressurreição é sinal da vida nova que o Pai opera em Cristo no Espírito e nos chega pela fé e pelo batismo. É antecipada da Gloriosa ressurreição de Jesus que o pai opera no Espírito Santo. O nosso fim não é morrer, mas passar da morte para a vida plena em Cristo.
Graça a ser pedida: Senhor neste tempo de combate espiritual arranca-me do túmulo da morte para eu ressuscitar contigo na santa páscoa.
LEITURA I – Ez 37,12-14: Leia a profecia de Ezequiel e em seguida o Evangelho: A promessa do Pai que realiza no Espírito Santo.

Leitura da Profecia de Ezequiel

Assim fala o Senhor Deus:
«Vou abrir os vossos túmulos
e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo,
para vos reconduzir à terra de Israel.
Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor,
quando abrir os vossos túmulos
e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo.
Infundirei em vós o meu espírito e revivereis.
Hei-de fixar-vos na vossa terra
e reconhecereis que Eu, o Senhor, o disse e o executarei».


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo,
estava doente certo homem, Lázaro de Betânia,
aldeia de Marta e de Maria, sua irmã.
Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com perfume
e Lhe tinha enxugado os pés com os cabelos.
Era seu irmão Lázaro que estava doente.
As irmãs mandaram então dizer a Jesus:
«Senhor, o teu amigo está doente».
Ouvindo isto, Jesus disse:
«Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus,
para que por ela seja glorificado o Filho do homem».
Jesus era amigo de Marta, de sua irmã e de Lázaro.
Entretanto, depois de ouvir dizer que ele estava doente,
ficou ainda dois dias no local onde Se encontrava.
Depois disse aos discípulos:
«Vamos de novo para a Judeia».
Os discípulos disseram-Lhe:
«Mestre, ainda há pouco os judeus procuravam apedrejar-Te
e voltas para lá?»
Jesus respondeu:
«Não são doze as horas do dia?
Se alguém andar de dia, não tropeça,
porque vê a luz deste mundo.
Mas se andar de noite, tropeça,
porque não tem luz consigo».
Dito isto, acrescentou:
«O nosso amigo Lázaro dorme, mas Eu vou despertá-lo».
Disseram então os discípulos:
«Senhor, se dorme, está salvo».
Jesus referia-se à morte de Lázaro,
mas eles entenderam que falava do sono natural.
Disse-lhes então Jesus abertamente:
«Lázaro morreu;
por vossa causa, alegro-Me de não ter estado lá,
para que acrediteis.

Mas, vamos ter com ele».
Tomé, chamado Dídimo, disse aos companheiros:
«Vamos nós também, para morrermos com Ele».
Ao chegar, Jesus encontrou o amigo sepultado havia quatro dias.
Betânia distava de Jerusalém cerca de três quilómetros.
Muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria,
para lhes apresentar condolências pela morte do irmão.
Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar,
Marta saiu ao seu encontro,
enquanto Maria ficou sentada em casa.
Marta disse a Jesus:
«Senhor, se tivesses estado aqui,
meu irmão não teria morrido.
Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus,
Deus To concederá».
Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará».
Marta respondeu:
«Eu sei que há-de ressuscitar na ressurreição, no último dia».
Disse-lhe Jesus:
«Eu sou a ressurreição e a vida.
Quem acredita em Mim,
ainda que tenha morrido, viverá
;
E todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá.
Acreditas nisto?»
Disse-lhe Marta:
«Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus,
que havia de vir ao mundo».
Dito isto, retirou-se e foi chamar Maria,
a quem disse em segredo:
«O Mestre está ali e manda-te chamar».
Logo que ouviu isto, Maria levantou-se e foi ter com Jesus.
Jesus ainda não tinha chegado à aldeia,
mas estava no lugar em que Marta viera ao seu encontro.
Então os judeus que estavam com Maria em casa
para lhe apresentar condolências,
ao verem-na levantar-se e sair rapidamente,
seguiram-na, pensando que se dirigia ao túmulo para chorar.
Quando chegou aonde estava Jesus,
Maria, logo que O viu, caiu-Lhe aos pés e disse-Lhe:
«Senhor, se tivesses estado aqui,
meu irmão não teria morrido».
Jesus, ao vê-la chorar,
e vendo chorar também os judeus que vinham com ela,
comoveu-Se profundamente e perturbou-Se.
Depois perguntou: «Onde o pusestes?»
Responderam-Lhe: «Vem ver, Senhor».
E Jesus chorou.
Diziam então os judeus:
«Vede como era seu amigo».
Mas alguns deles observaram:
«Então Ele, que abriu os olhos ao cego,
não podia também ter feito que este homem não morresse?»
Entretanto, Jesus, intimamente comovido, chegou ao túmulo.
Era uma gruta, com uma pedra posta à entrada.
Disse Jesus: «Tirai a pedra».
Respondeu Marta, irmã do morto:
«Já cheira mal, Senhor, pois morreu há quatro dias».
Disse Jesus:
«Eu não te disse que, se acreditasses,
verias a glória de Deus?»
Tiraram então a pedra.
Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse:
«Pai, dou-Te graças por Me teres ouvido.
Eu bem sei que sempre Me ouves,
mas falei assim por causa da multidão que nos cerca,
para acreditarem que Tu Me enviaste».
Dito isto, bradou com voz forte:
«Lázaro, sai para fora».
O morto saiu, de mãos e pés enfaixados com ligaduras
e o rosto envolvido num sudário.
Disse-lhes Jesus:
«Desligai-o e deixai-o ir».
Então muitos judeus, que tinham ido visitar Maria,
ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n’Ele.


A)O TEXTO EM SI – os textos proclamam antecipadamente o grande Mistério da nossa fé a ressurreiçao de Jesus no poder do Espirito Santo. Os Hebreus exilados se encontram plenamente sem esperança, sem vida, oprimidos. São comparados pelo profeta Ezequiel a um um monte de osso (cf. Ez 37.5). O espírito fala pelo profeta e este anunica uma esperança: novo tempo, nova ressurreiçao pela ação poderosa de Deus:
Abrir o túmulo do povo  (morte física e morte espiritual, tirar do exílio) (v. 12 releia).
Reconduzirá Israel para a sua Terra como nos reconduz a vida nova, nova criação (v.14)
Porei em vós o meu Espírito (o mesmo que trouxe Jesus ao seio da virgem... traz para nós);
A promessa é renovação total: interior e exterior: (cf.37,26-28;jr 24,7; 3,22;31;33-34);
B) o Espírito que fez o profeta anunciar a vinda do messias, do espírito e da virgem nasce Jesus. Nele opera maravilha. De dar a vida aos mortos e perdoar os pecadores. ‘Ele 9° espírito que é Senhor que dará a vida e procede do pai e do Filho”.
C) O tema Vida adquire releve no Quarto Evangelho como o reino nos sinoticos, sobretudo no Evangelho de Mateus que seguimos( Eu sou a ressurreição e a Vida, Eu sou o pai da Vida, Eu sou o caminho, a verdade e a vida...).
D)situação de Lázaro igual ao do povo no exílio: doente, morte-sepultado (leia respectivamente os versículos (v.1-4)a sua doença não leva a morte (v.Glória de Deus...Filho de Deus será glorificado nela); Quando Jesus chegou encontrou Lázaro morto e sepultado (v.17) se estivesse aqui eu irmão não teria morrrido (v21).
E) Diálogo com os discípulos acerca da ida a Judéia, o perigo de morte em que Jesus se encontra, sobre quem caminha de dia e de de noite, o nosso amigo Lázaro dorme. Mas vou acordá-lo. Os discípulos não entendem (vv7-16).
F) Muitos judeus tinham vindo a casa de Marta e Maria para consolar (17-19): Encontro de Marta com Jesus:
 A fé é condição para a Vida Eterna. Creio Senhor! No (v.15) antes de Jesus por a caminho, depois de esperar dois dias, declara aos seus discípulos: E por causa de vocês, eu me alegro por ter estado lá, para que vocês creiam.
Neste diálogo com Marta de novo apela a fé: antes se declara como ressurreição e vida para quem crer! Você crê isto! A sua profissão de fé antecipa a profissão de fé dos doze (v. 27): mas como a dos doze a sua fé vacilou no momento da tirada da pedra do túmulo (v.40).
Ora ao Pai em ação de graças antes  de tirar Lázaro da sepultura: Lázaro, saia para fora: para que creia (v. 42).
G) A Palavra de Cristo “Sai para fora Lázaro” e o espírito rivitaliza Lázaro preanunciando o Mistério de nossa Morte e ressurreição. A profecia de Ez 37,14 “porei em vós o meu espírito...” de cada cristão esta realidade já é “vós o Espírito de Deus habita em vós”..foi nos dado como primeiro Dom (Rm 5,5), dom que nos torna nova criatura ( Gl 6,15; 2Cor 5,14-15). Mas a ação do Espírito é realidade presente, mas em esperança de total plenitude de vida em Cristo (8,11, 5,10; 6,5). “... O Espírito dará vida aos vossos corpos mortais,
pelo seu Espírito que habita em vós”.
Agora leia a segunda leitura:

LEITURA II – Rom 8,8-11

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos

Irmãos:
Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus.
Vós não estais sob o domínio da carne, mas do Espírito,
se é que o Espírito de Deus habita em vós.
Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo,
não Lhe pertence.
Se Cristo está em vós,
embora o vosso corpo seja mortal por causa do pecado,
o espírito permanece vivo por causa da justiça.
E, se o Espírito d’Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos
habita em vós,
Ele, que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos,
também dará vida aos vossos corpos mortais,
pelo seu Espírito que habita em vós...

MEDITAÇÃO DA LEITURA:

O que o texto me diz ?

Caro retirante, estamos na última semana da quaresma cujo objetivo é preparar os fiéis para celebrar a santa páscoa. Caminhamos juntos neste itinerário orante. A liturgia hodierna fala de uma promessa do Senhor, de sua realização em Cristo e da sua Plenitude por ocasião de sua segunda vinda Gloriosa. “No fim do mundo Ele (Cristo) voltará vitorioso: no seu reino ninguém vai mais sofrer, ninguém vai mais chorar, ninguém vai ficar triste’. Meditemos passo a passo. Vivemos a experiência copresentes em nós de duas realidades opostas, por um lado a morte ou os sinais que nos aproximam de tal possibilidade, por outro a vida desejo de vida Plena que cada ser humano busca. O povo de Israel passou pela situação de exílio, morte e sepultura. Mas o Espírito que fala pelo profeta anuncia uma nova esperança. “Ó meu povo, vou abrir as vossas sepulturas e conduzir-vos para a terra de Israel. Porei em vós o meu Espírito, para que vivais!”. Esta promessa cumpre em Jesus cristo nossa vida e nossa ressurreição;  Lázaro passará pelo calvário da doença como tantos irmãos passam pela doença.E esta o levará a sepultura. A morte será causa de profunda tristeza e para as suas irmãs como a morte de um dos nossos o é para nós. Mas as irmãs de Lazaro desejavam profundamente a presença de Cristo, nossa vida e Ressurreição. Mas o senhor que estivera em outros momentos de suas vidas, tardou para este momento de dor. Ao chegar ele já estava morto e sepultado. Afirmara antes aos seus ao dizer: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. Que mistério! Que Dor! Que consolo!  

Atitude de Marta no encontro com Jesus fala no condicional “se’. Senhor (nossa vida e ressurreição) se estivesse aqui o meu irmão não teria morrido... (v. 21)” . Ela crê na oração de Jesus em favor do irmão.  Afirmação de Jesus o seu irmão ressuscitará; Marta possessa a fé “na ressurreição do último dia’ (v23). Este último Dia chega em Jesus, liga a fé na ressurreição à sua própria pessoa: «Eu sou a Ressurreição! Eu sou  a Vida» (Jo 11, 25). É o próprio Jesus que no último dia, há de ressuscitar os que n'Ele tiverem acreditado (565), comido o seu Corpo e bebido o seu Sangue (566) Desde logo, Ele dá um sinal disto mesmo e uma garantia, restituindo a vida a alguns mortos (567) e preanunciando assim a sua própria ressurreição que, no entanto, será de ordem diferente. Jesus fala deste acontecimento único como do «sinal de Jonas» (568), do sinal do templo (569); Ele anuncia a sua ressurreição ao terceiro dia depois da morte” (CIC, n. 944). Compreendestes irmãos! A ressurreição não é uma ideia, não é voltar a viver neste mundo, não é obra humana, é uma peça o Filho de Deus vivo! É passar de uma situação de morte para uma situação de vida. E se passa com Jesus, Como Jesus e por Jesus. Assim, meu caro, Marta antecipa a fé pascal a igreja apostólica. Quem crê, mesmo que morra viverá para sempre...diante vitória com aparência de derrota – a morte na visão cristã  - Jesus pergunta . Crês! Sim , Senhor Eu creio firmemente (v.27). Em situação de uma grave enfermidade como me comportado, de uma morte de alguém que amo como me comporto, diante dos que vivem mortos no pecado, vivem nos túmulos, sou indiferente! Tenho compaixão como Jesus. Nunca será demais a surpresa, a admiração, a grandeza dessas palavras! Caríssimos, “Deus nos deu a Vida eterna, e essa Vida está no seu Filho” (1Jo 5,11), esta Vida é o seu Filho.
A atitude de Maria é semelhante a da Maria nos sentimentos de luto e atitude de confiança para com o Senhor: Se encontra com Cristo nossa vida e nossa ressurreição. Os judeus testemunham os seus gestos de fé para com o senhor. Ajoelha-se diante do senhor como nós nos ajoelhamos diante de Jesus eucarístico e fala-lhe no condicional: senhor, se tivesses estado aqui... meu irmão não teria morrido(v.32) porque Jesus é “vida e ressurreição”. Ele chega o sentido da vida e o sentido da morte. Maria chora o seu irmão. Chora porque o ama. Chora a sua ausência física. Jesus comoveu-se interiormente. “comovido com tantos sofrimentos, Cristo não apenas se deixa tocar pelos doentes, mas assume suas misérias: “ele levou nossas enfermidades e carregou nossas doenças..” (CIC n. 1504). Jesus também chora a morte do amigo. E Jesus chorou (v. 35) Chorou porque o amava profundamente. Os judeus também testemunham os seus gestos em relação a Lázaro e se admiram ante a sua pergunta comove-se outra vez. “de novo, Jesus ficou interiormente comovido” (v. 38). O inaudito vai acontecer. Aquele que vai ser sepultado e ao terceiro dia ressuscitará  e é causa de nossa futura ressurreição antecipa  o grande acontecimento da fé cristã  revitalizando Lázaro. Mas com o condicional “se creres...”. A fé de Marta vacilou no momento de tirar  a pedra do sepulcro, ao quarto dia, Jesus recorda-lhe: ‘Marta, não lhe disse que se você cresse veria a glória de Deus” (40). E a Glória de Deus é o homem que vive, diz santo Irineu. Jesus em oração de graças ao Pai, antes de pronunciar a ordem da vida: Lázaro, sai para fora! Ante a Palavra da vida, a morte cessou para sempre.  A Morte o deixou e Lázaro caminhou mais uma vez entre nós testemunhando o inaudito. Muitos viram e creram nele.
Caríssimos, estamos para celebrar a Páscoa. Este fato do Evangelho e hoje não é para lembrar o que passou, mas para dizer o que acontece com quem crê o que vai acontecer depois de nossa sepultura. A ressurreição com Jesus, como Jesus e por Jesus. Não esqueçamos que é para que tenhamos a vida que o nosso Jesus se entregou por nós: morto na carne foi vivificado no Espírito Santo pela sua ressurreição (cf. 1Pd 3,18). Ele nasceu, morreu, ressuscitou e Pleno do Espírito derrama sobre cada pessoa o Espírito que é  “Senhor e doador da vida divina.’ “Se o Espírito do Pai que ressuscitou Jesus dentre os mortos já habita em vós, então o Pai que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do Espírito que habita em vós!”. “ Se é verdade que Cristo nos há-de ressuscitar «no último dia», também é verdade que, de certo modo, nós já ressuscitamos com Cristo. De fato, braças ao Espírito Santo, a vida cristã é desde já, na terra, uma participação na morte e ressurreição de Cristo: Pelo Batismo fostes sepultados com Cristo e também ressuscitastes com Ele, devido à fé que tivestes na força de Deus, que O ressuscitou dos mortos [...]. Uma vez que ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do Alto, onde Cristo Se encontra sentado à direita de Deus.

               É esta a nossa esperança: a Ressurreição! Por ela vivemos, dela temos certeza! E já possuímos, como primícias, como garantia o Espírito Santo de ressurreição. Então, vivamos uma vida nova, uma vida de ressuscitados em Cristo Jesus: “Os que vivem segundo a carne, segundo o pecado, não podem agradar a Deus! Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito” do Cristo Jesus! Então, vida nova! Deixemo-nos guiar pelo Espírito! Renovemo-nos! Convertamo-nos! Que as observâncias da santa Quaresma, o combate aos vícios, a abstinência dos alimentos e a confissão dos pecados nos preparem para celebrar de coração renovado a Santa Páscoa – esta, 2014 e aquela, da Vida eterna...
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Deus, nosso Pai, nós Te bendizemos, porque és o Deus da Vida. Tu o mostraste, libertando o teu povo, desde o tempo de Isaac, de Moisés e do exílio.
Nós Te pedimos pelo teu novo Povo: levanta as comunidades cristãs de todas as formas de morte, divisões, indiferenças, tédio, isolamento do mundo. Venha sobre nós o teu Espírito de Vida.

No final da segunda leitura:
Pai de Jesus Cristo, nós Te damos graças porque o teu Espírito habita em nós e pelo teu Baptismo nos incorporaste ao teu Filho.
Nós Te pedimos: vê as nossas fraquezas. Abrimos as nossas mãos para Ti, para Te pedir o teu Espírito: que Ele dê vida aos nossos corpos mortais, que Ele nos justifique com a justiça que está em Ti.

No final do Evangelho:
Senhor Jesus, proclamamos a tua glória, porque em Ti irradia a luz da vida e da ressurreição: associaste-te aos nossos lutos, chamas os teus amigos a sair dos seus túmulos, Tu arranca-los ao sono da morte.
Nós Te pedimos: desperta em nós a fé. Tu que libertaste Lázaro das ligaduras, liberta-nos dos laços que nos paralisam diante do próximo.
Contemplação do texto: caro retirante, venho sempre olhando as atitudes dos personagens dos textos biblicos e contemplando–me nelas. É um bom exercício espiritual. Quando sou luz, quando sou trevas. Mas o desafio é maior me assemelhar a atitude de Jesus misericordioso com as várias situações e pessoas encontradas na caminhada de fé. No presente texto: atitude de Marta com suas luzes e trevas, a atitude de Maria, a atitude dos judeus, mas sobretudo, a atitude de Jesus “comoveu–se interiormente’. Contemple como um peregrino na fé.....
Agir com o texto:
AGIR COM O TEXTO – visite um cemitério e ore pelos fiéis defuntos. Visite uma família enlutada e se esforçe em gestos e palavra de fé imitar o sentimento de Jesus compaixão. Esteja atento a quem é vivo na carne, mas morte para a fé. Aproxime com compaixão e veja o que Deus lhe pede a fazer. Outras atitudes deixo com você. Deus que inspira o quer e  o operar.
Salmo de resposta

SALMO RESPONSORIAL – SALMO 129 (130)

Refrão 1: No Senhor está a misericórdia e abundante redenção.

Refrão 2: No Senhor está a misericórdia,
no Senhor está a plenitude da redenção.

Do profundo abismo chamo por Vós, Senhor,
Senhor, escutai a minha voz.
Estejam os vossos ouvidos atentos
à voz da minha súplica.

Se tiverdes em conta as nossas faltas,
Senhor, quem poderá salvar-se?
Mas em Vós está o perdão,
para Vos servirmos com reverência.

Eu confio no Senhor,
a minha alma espera na sua palavra.
A minha alma espera pelo Senhor
mais do que as sentinelas pela aurora.

Porque no Senhor está a misericórdia
e com Ele abundante redenção.
Ele há-de libertar Israel
de todas as suas faltas.


07 de Abril CAPÍTULO 18 DISCURSO SOBRE A IGREJA

Nota para introduzir:
Meus caros irmãos, a atenção é para o Discurso do Evangelho de Jesus segundo Mateus sobre a Igreja. Discurso para os seguidores do mestre de todos os tempos. Foi proclamado naquele tempo, mas é também para o nosso tempo. Esteja atento como Jesus instrui a sua comunidade. Mais atenção ao modo como você responde a sua missão hoje. Certamente o modo seu como o meu é urgente a conversão missionária. E o tempo é favorável.

Graça a ser pedida:
Senhor Jesus converte a tua Igreja na unidade porque o pecado nos divide; na santidade de vida porque as trevas do pecado ofuscam a tua presença; na catolicidade porque ela existe para ser instrumento universal de salvação e na apostolicidade porque sou teu missionário.

LEITURA DO CAPITULO 18 antes de seguir depois de seguir releia.

O que diz o texto em si! (atenção especial as imagens do texto, aos personagens, as repetições, aos verbos ...)
a)Contexto do Evangelho de Mateus: A redação final do Evangelho se deu na Síria por volta do ano 80 a 85, talvez na comunidade de Antioquia. Certamente o texto é fruto da vivência em comunidade com seus desafios de vida em comunidade.
b)Perfil da Comunidade de Mateus: Diversos grupos religiosos, portanto, é uma Igreja Mista: grupo de judeus cristãos observantes da Lei; temos Judeus cristãos helenistas, não apegados a Lei e ao templo; não judeus(pagãos , portanto) e presença de judeus fariseus, doutores da lei (cf. mat 13,32).
O texto é cheio de conflito entre os fariseus (donos do poder e aliados ao império de Roma) não permitia a vivência cristã do modo como Jesus ensinou) consequência muitos conflitos, muitos ...antiga Lei e Nova lei de Jesus:Exemplos:
Observância da Lei (Mt 22,38-40) conflito com o judaísmo formativo (10,17-23); controvérsia a acerca da vinda do Senhor (MT 16,17). Muitas tensões na comunidade.
c) Coração do texto : Muitos deixam a comunidade, mas o desafio impedir que os membros se afastem da comunidade. Lição para esta quaresma intergrar-se quem deixou  e segurar ...
d) ESTRUTURA DO TEXTO: É o quarto discurso sobre o tema Igreja:
A 18,1-11: Instrução                          A 18,15-22: Instrução
B 18,12-13 parábola da ovelha           B 18,23-24: Parábola
C 18,14 conclusão: Pai                      C 18,35: Conclusão; Pai

e) Uma pequena explicação das palavras chaves ajuda a compreender o texto e melhorar a nossa oração:
Criança: 18,3: pessoa que vivia numa situação de inferioridade social, era pobre. Símbolo dos pequenos... precisa de cuidado e acolhida..
Escândalo; C. sentido em 16,23 e 18,7, comportamento de algum membro afasta...
Irmão: não se pode ser cristão desligado da comunidade... ser membro.
Ganhar: Aparece em 16,26 e 25,16; sentido de lucro, mas 18,14 vem com sentido de observar o membro na comunidade... conserva o filho em casa..
Ouvir: verbo ouvir aparece 63 vezes e tem sentido de ouvir com o coração. Vários modos de ouvir... o do Cristo é diferente... Deus ouviu... sentiu... desceu... libertou... Jesus toca no ouvido..” “Efata”.Ex 3,7
Testemunho; Dt 19,15 É bagagem que o Evangelho carrega do primeiro testamento. Duas pessoas At 1,10.
Igreja: Assembleia reunida em nome de Deus: Aparece três vezes em mat 18,17 16,18.
Gentios e publicanos: Início fechadas e no fim aberto (cf. Mat 10,6 e 28,19s ide a todos).
Ligar e desligar:
Compaixão que envolve o ser e o agir de Jesus (mat 9,35ss).

MEDITAÇÃO DO TEXTO: O QUE O TEXTO ME DIZ – É momento de trazer o texto para a vida pessoal e comunitária.
Mediação: caro retirante, após a leitura mais apurada do texto o discurso sobre a Igreja. Muitos termos que antes passavam despercebidos, agora tem sentido mais profundo. Caro irmão retirante, talvez neste itinerário quaresmal você também possa chegar a mesma conclusão. Diz o texto bíblico que o reinado de Deus em nós não começa com a grandeza, nem tem prioridade o verbo ter, em com a influência que uma membro da comunidade tem sobre os demãos membros. Mas, ao contrário, começa com a atitude de um infante. Pense bem! O que é um infante frente ao império de Roma! Ante um adulto. Nada. Simplesmente nada do ponto de vista de poder, da influência, do domínio. Pois bem, meu caro, a motivação básica, fundamental, para pertencer a comunidade de Jesus é a gratuidade do amor do pai e a fraternidade que provem da filiação divina. Esta é a raiz do comportamento de cada membro da comunidade do senhor. O papa Francisco expressa bem esta ideia ao dizer:



Mateus 18,1-11:
Jesus instrui os discípulos com a sua vida. Como eu fiz, fazei-vos. Como eu amei amai-vos. Como eu lavei os pés fazei o mesmo. A vida do mestre foi instrução permanente aos seus. Mas como nós eles são lentos na compreensão, lentos na profissão de fé e lentos na prática da fé a tal ponto na proximidade da gloriosa paixão do senhor eles discutem sobre o sentido da grandeza humana, de prestígio social, de primeiro lugar na escala social. A pergunta dos discípulos Quem é o maior no reino de Deus! Embora eles tivessem diante dos olhos a resposta instrutiva (Jesus, O grande que se tornou pequenino), mas estavam cegos porque o coração não estava livre do fermento dos fariseus. O mestre coloca diante dos doze e diante de nós o desafio converter-se e o TORNAR-SE como CRIANÇA para entrar no Reino de Deus (v.3). A falta de acolhimento aos pequeninos os preferidos do reino na comunidade é prejuízo de crescimento no caminho do reino. A motivação básica é o identificar de Jesus com cada pequenino desfigurado em sua dignidade (25,31-46). Pense se crio na presença de Jesus no rosto do pobre porque não priorizo o meu amor a eles! Por que não façam distinção de pessoas no modo de acolher! Acolhe da mesma forma o rico e o pobre! Quem tem poder e influência de quem nada me pode oferecer! Escute o iluminado papa Emérito citado por outro iluminado: “Quando se lê o Evangelho, encontramos uma orientação muito clara; não tanto aos amigos e vizinhos ricos, mas, sobretudo, aos pobres e doentes, aqueles que muitas vezes são desprezados e esquecidos, aqueles que não tem com o que retribuir (Lc 14,14). Quem entendeu o reino nesta dinâmica também prioriza o pequenino, não escandaliza, não faz nada que pode afastar  ou impedir os pequeninos do reino. É preciso cortar o mal pela raiz: cortar a Mão, cortar os pés, arrancar os olhos> imagens fortes para dizer arranca o pecado da vida como a morte de uma erva daninha é arrancada pela raiz. A Mão é instrumento e trabalho que seja mãos que abençoam, que trabalham e santificam, os pés andam que mudem de caminho, o olho é a lâmpada do corpo (o olhar deve ser purificado). Sem mudar o coração não se muda as relações na Igreja. Elas serão relações ou de fraternidade (se convirdes) ou de dominação (hipocrisia) reinado do mundo. Escolha ....
Mediação 3: Mat 18 parábola do bom pastor  - conclusão v. 14: O pai que nenhum desses se perca (18,14). As comunidades de Mateus contam a parábola da ovelha extraviada. Lucas também no capítulo 15 com a parábola dos três. O primeiro evangelista tem como destinatários toda a comunidade, enquanto que Lucas destina a parábola aos fariseus e escribas. Vale o princípio um por todos e todos por um. A salvação é obra de Deus em comunidade e um membro desviado é responsabilidade de cada membro. Jesus, bom pastor, encarna a atitude do Pai e de todo agente pastoral  deverá seguir ao deixar as noventa nove ovelhas e buscar a que se perdeu do rebanho. Na mentalidade humana, sobretudo, política certamente se contentaria com a significativa percentagem, mas na atitude cristã segue outra mentalidade. Salvar a todos, ganhar a todos, integrar a todos no corpo místico de Cristo. Ter atitude de Cristo bom pastor. Somente o amor do pai manifestado e encarnado na ação do filho tem atitude tão nobre, tão elevada, tão desconcertante. Ah! Se entendêssemos profundamente não. Olhe a atitude do Pastor...olhe a sua atitude é de pastor ou tem sido de lobo! Por que (uma ovelha) membro da comunidade deixa! Quando deixa o que façam para reintegrar! Como tenho tratado a cada pessoa!!!.
Meditação 3 (Mat 18,15-22): caro retirante, o discurso acerca da igreja entre na vida muito concreta, fala da arte de perdoar, da correção fraterna para ganhar o irmão, fala oração tão necessária como a água. Pense se um membro de sua família de sangue comete um grave pecado, a sua atitude certamente não é de condenação, mas de salvação. É justo conforme a natureza do delito se pague como remido para reparar o ofendido. Agora transporte para a sua comunidade que tem vínculo  fundamental na paternidade de Deus e na fraternidade deixada por Jesus. Somos agora em Cristo família. Se um membro comete um grave pecado como proceder para salvar a pessoa. Certamente não é condenando como os fariseus, mas salvando com a atitude de Cristo. Primeiro conversar a sós com a pessoa sobre esta situação escandalosa. Mas se não tem sucesso, segunda atitude chama outro membro da comunidade se ainda não se ganhou o irmão, terceira chama a comunidade lugar de perdão e de festa. Lugar de salvação. Última instância... parágrafo 49... papa Francisco...
Meditação 4: A presença de Jesus na comunidade. Uma certeza deve mover a nossa ação. A certeza de que não estamos sozinhos. O senhor prometeu  ficar e permanecer conosco. A sua presença antes era limitada, externa, agora a presença é universal e interna. O seu espírito difunde a presença em cada ambiente, em cada coração, em cada ser; presentifica em nós Jesus como presentificou em Maria; interioriza. O Documento de Aparecida nos parágrafos 246 e seguintes falam dos lugares presenciais de Jesus.
Meditação 5: Parábola sobre a dívida - perdão: Mat 18,23-35 O livro do gn já abre as páginas sagradas testemunhado que tudo o que Deus fez é bom, mas diz também que não é bom o homem viver sozinho.  Somos seres relacionais. A relação com Deus pai filial, a relação com o outro fraterno, a relação com os bens liberdade. O pecado rompe as três relações, logo deve perdoar para viver reconciliados com Deus e com a Igreja. É desafio viver em comunidade. O perdão antes limitado, agora ilimitado. Antes quantificado, agora qualificado em Cristo. O diálogo sobre o perdão abre a parábola do servo sem piedade (Mt 18,23s). Servo que recebeu a gratuidade do perdão da dívida! Jamais podia pagar. Assim como nenhuma obra nossa nos garante a vida eterna. Uma única obra nos justificou a entrega de Jesus numa total oblação ao Pai por nós. No altar da cruz num só ato Deus perdoou em Cristo toda a humanidade. Glória e louvor ao Pai que em Cristo nos reconciliou! A compaixão do rei não corresponde a atitude do servo para com o eu companheiro. Que injustiça! Somos perdoados e não queremos dar perdão. Este servo sou Eu. É você. A atitude dos companheiros também é violenta como foi violenta o servo que recebeu o grande perdão se fechou o pequeno perdão. Tais conflitos revelam como a comunidade vivia em fortes conflitos. “a igreja deve ser o lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa do evangelho “ (Papa Francisco).

ORAÇÃO COM O TEXTO: O que o texto me faz dizer a Deus! Senhor, venha a nós o teu reino e a tua justiça. Senhor eu quero entrar no teu Reino, converte-me e tornai-me como criança. Senhor, converte todos os irmãos presbíteros em verdadeiros pastores missionários do teu rebanho tão numeroso.  Sei que é um direito de cada ovelha ouvir a Boa nova e um dever de cada pastor anunciar o Evangelho do reino a todo o rebanho de Cristo. Senhor concede-me a graça de aprender a perdoar como recebi o teu perdão do altar da cruz. Agora reze a oração de Francisco de Assis. É um verdadeiro programa quaresmal e pascal...

CONTEMPLAÇÃO DO TEXTO: depois de tanto ler, meditar a contemplação deve se de discípulo missionário. O olhar de salvação, o agir de salvação, o coração aberto para dar e receber o perdão. Buscar um novo olhar... com tudo em todos... redescobri a prática da misericórdia... sede misericordioso como o Pai... ser Igreja... ser cristão... ser luz... ser sal... ser criança... ser santo...

Agir com o texto: deixo com você o que o espírito lhe inspira a fazer. Intensifique a sua meditação sobre o sentido de ser comunidade. 


08 de Abril O ADVENTO PRÓXIMO DO REINO DOS CÉUS – PARTE NARRATIVA

Nota de introdução: capítulo 19
Caros retirantes, os mestres nos marcam profundamente. Eles nos acompanham durante a vida porque seus conteúdos transmitidos influenciam no nosso comportamento. Jesus, mestre dos mestres, ensinava com autoridade para o povo, para os doze, para os pagãos, para os doutos. No entanto, nem sempre era compreendido e acolhido. Nos capítulos que se seguem Jesus instrui os seus discípulos com uma parte narrativa que compreende os capítulos 19 a 23 que mostra que o reino é para todos e uma parte discursiva do capitulo 24 e 25 com o convite a vigilância ativa e aponta a plenitude do reino no futuro eterno antecipado no presente e decidido. No presente volto atenção ao capítulo 19.

Graça a ser pedida:
O reino de Deus chegou! Converte senhor o meu coração e ajuda-me a acolher com todo o meu coração, com toda a minha mente e com todo o meu entendimento. Amém.

Leia primeiro todo o capítulo 19 de Mateus (instrução sobre a família, instrução modo de acolher os pequenos, instrução sobre o dinheiro, instrução sobre recompensa a quem busca o reino ).
O TEXTO EM SI: Jesus caminha e seu destino é Jerusalém. E No caminho instrui os seus. A instrução é sobre a família (VV 3-15) ambiente natural onde a vida se faz. Desafio formar família. Questionamento dos fariseus (doutos da Lei) acerca do divórcio. É permito o homem divorciar de sua mulher por qualquer motivo (v.3).
Tradição antes do AT era permito (Dt 24,1). Na Lei de Jesus Não. Os doutos desejam saber os motivos. Os doutos se colocavam acima da lei de Deus (transformava lei divina em Lei humana). Descaracterizava a naturalidade do matrimônio bem como a alma o amor que recebe e se dar como eposos. Jesus retoma a originalidade do Plano do Pai na criação para  o homeme a mulher. Os dois deixam (casa, pais) para se unir em matrimônio (Gn 1,27; 2,24).
Mais provocação dos doutos (fariseus) Enato, como Moisés mandou dar certidão de divórcio ao despedir a mulher (v. 7). Jesus responde foi “dureza do coração, mas não foi assim desde o início (v.8)...as origens significam plenitude... integridade... Jesus traz a plenitude (Gal 4,4). Exigência de Jesus para fidelidade e indissolubilidade (v. 9;5.32).
Espanto dos discípulos e questionamento a Jesus: se não cumprir as exigências é melhor não se casar (v. 10): mas Jesus orienta outro princípio (vv. 11-12): O não casar é Dom de Deus por causa do reino de Deus e ato de liberdade assumido a serviço do reino de Deus. Novidade. Eunucos pelo Reino de deus, por amor, por liberdade (v. 11).
Cena emblemática cena de Jesus com as crianças (v.13-15). Levam a Jesus e lhe abençoa, criança não contava. Eram desprezadas por Jesus. A Elas pertencem o reino dos Céus (v.14). Na comunidade de Mateus surge a dificuldade inserir as crianças na comunidade, imitando a prática de Jesus.
Instrução sobre a riqueza: (Jovem aproxima de Jesus, é rico, faz  uma pergunta ao mestre: O QUE FAZER ter a vida eterna: observar os mandamentos, responde Jesus (Ex  20,12-16) dar os bens aos pobres (19,1-22).
Um rico dificilmente entrará no reino dos céus (v.23-24). Necessita a liberdade perante os bens como a liberdade de São Francisco. Sem esta não entra no coração . Atitude de Pedro (sempre Pedro) pede explicação sobre a novidade apresentada por Jesus (v. 27). Por fim, a recompensa quem deixa por causa do reino de Deus (Mat 19,29-30).

Meditação do texto 1: diletos retirantes, (pessoas que como Jesus se retiram por algum tempo para dedicar a prática de oração) a cada capítulo percebe que naufragamos em densidade de exigência. Percebo também a proximidade da meta de Jesus rumo á gloriosa paixão. Perco que os seus recebem instrução para continuar a missão. Caminho do mestre, caminho dos discípulos. Jesus neste capítulo faz instrução sobre a família, sobre a relação dos discípulos com os bens, sobre a recompensa quem deixa o menos por causa do mais reino. Caro retirante, as meditações são longas porque são cheia de detalhes. Escolho uma entre as quatro. O mais importante é levar orar o todo do evangelho em fragmentos a cada dia. Vale o ditado popular de grão em grão a galinha enche o papo; de palavra em palavra de Deus você se enche de Deus. Escolha entre a mesa farta, o alimento que lhe convier bem como a quantidade.
Família: Deus pensou cada vida no contexto de uma família. O primeiro livro abre com o testemunho da união entre um homem e uma mulher. A plenitude da salvação o Filho de Deus chega a este mundo por meio de uma família. O seu primeiro sinal foi abençoando as bodas de um casal como sinal sacramental. No desejo de Deus a salvação passa pela família. Mas coma entrada do pecado a liberdade mal usada quebra as relações até hoje comprometida. Entre tantos pecados que compromete o Plano divino constatamos o divórcio. Os doutos (fariseus) questionam Jesus acerca do adultério entre as duas posturas que favoreciam tal ato, mas Jesus apresenta o Plano original de Deus “no princípio não era assim’. Os doutos insistem na contraposição argumento com a concessão  de Moisés. O mestre Jesus reafirma ‘foi por causa da dureza do coração’ no principio não era assim”. Os doutos com a suas interpretações da lei divina sublevaram em detrimento de suas interpretações e interesses. Diante de tais exigências os discípulos ficam admirados e dizem: “é melhor o estado de solteiro ou o estado de celibatário do que o matrimônio indissolúvel”. Jesus os instrui com o acréscimo de uma terceira categoria  de estado o celibatário por causa do reino de Deus. Segundo o mestre, as exigências do matrimônio nascem da sua própria natureza ,não nasce de uma lei externa, mas do amor doação.
Meditaçao 2: Jesus e as crianças: Novamente Mateus chama atenção para a relação de Jesus com as crianças. As crianças conforme os evangelistas são trazidas e  para que lhes impuseram as mãos e rezasse por elas”. Mas atitude dos discípulos se mostram contraria a do mestre, mas o mestre os repreende dizendo: “deixai-as, não impeçais as crenças de virem a mim; dos que são como elas é o reino dos Céus”. As crenças são símbolos de pequenez, de estado social inferior, de humildade, de abertura. Uma palavra de total dependência. Jesus afirma como modelos para o ingresso e permanência da comunidade.  O gesto do mestre com os pequenos diz muito, que o reino é porta aberta para todos ingressarem, que o amor de Deus não tem limite, que o reino chegou para todos. E, ainda, que inicia com os pequenos. Conforme dados da tradição da Igreja este ato de Jesus abra possibilidade para se pensar no batismo dos pequenos a partir da fé dos genitores. Um testemunho entre tantos para ilustrar “sem se referir ao batismo, este relato foi fixado de tal forma que nele transparecem os costumes batismais do séc. I “ (-Oscar Cullmann). Os Atos dos apóstolos testemunham abundantes famílias convertidas a fé. Acrescenta Tertuliano “o cristão não nasce, faz-se”.
Meditação 3: Encontro de um jovem rico: Pergunta de um jovem a Jesus sobre o que fazer para ter a vida eterna. A resposta de Jesus remete o jovem a prática dos mandamentos, sobretudo, os referentes ao próximo. Como o jovem confessa ter cumprido desde cedo, Jesus acrescenta: se queres ser perfeitos “sede perfeito como o Pai é perfeito”, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres – assim terás um tesouro nos céus – depois vem e segue-me”. Em Marcos se diz: “uma coisa te falta vende o que tens e... depois vem e segue-me”. A proposta é sequencial, fundamental a prática dos mandamentos e a pobreza voluntária. Esta pobreza é em conformidade com todo o discurso já refletido por nós. ‘bem aventurados os pobres porque deles é o Reino dos Céus”. Esta perfeição é para todos, não apenas para alguns que se faz pobre por causa do reino dos céus. Perante tão elevada proposta de seguimento o jovem escolhe a riqueza. A sua atitude é muito diferente do imortal São Francisco de Assis que de rico que era se fez pobre. A sua atitude tão diferente da de Levi que era cobrador de impostos e deixou tudo e seguiu o mestre. Deus torna possível o que é impossível ao homem. Deixar... para seguir. Sem renuncia o reino não acontece. “ ...Toda esta passagem demonstra que a riqueza, no pensamento evangélico, é uma das posses mais contrárias à vida cristã” (P. Bonnard). Ser pobre abre caminho para duas possibilidades, não ter nada. Não confiar nos bens, mas em Deus. Que exigência !
Meditação 4: perigo da riqueza e prêmio para o seguimento: A atitude do Jovem escolher a riqueza porque era o seu tesouro. Cristo declara dificilmente que um rico entra no Reino dos céus...” Linguagem duríssima para os ouvidos dos seguidores, pois na mentalidade de então ser rico era ser abençoado como também ter muitos filhos bênção de Deus. A pergunta salta dos doze: quem pode salvar-se! O aviso é para todos, não apenas de fato quem tem posses. Quem tem cultura, quem tem influência. Mas para todos porque aspiramos conjugar o verbo ter, contrariando o verbo ser. Há mais alegria em ter do que em dar. A resposta fica na linha do dom e não na linha do faço para ter como imaginava os fariseus. É Dom de Deus a salvação que acontece no encontro com Cristo e tal encontro façam obras de amor na prática dos mandamentos. O reino não se ganha como se ganha o prêmio de uma jornada de trabalho, mas é dádiva de Deus a todos. Quem faz a experiência do deixar para seguir. Pedro, sempre Pedro deseja acalmar o seu coração e pergunta: pois nós deixamos tudo e seguimos-te. O que é que vamos receber! A resposta é deixar tudo para receber o Tudo. Meus Deus e meu tudo.
Contemplação do texto: Como discípulo – missionário encarnem três atitudes, a primeira sentir família de Deus e honrar esta família como você honra a sua família de sangue. A segunda atitude a do jovem rico: o que você precisa deixar para seguir Jesus neste tempo de quaresma! Devo deixar fazer uma lista terceira o seu coração é apegado a que riqueza (dinheiro, trabalho, cultura, sexo...) que chega a ser perigo de salvação!

Agir com o texto: devo deixar (nominar em ordem...) por causo do reino de Deus...
Abençoar as crianças – visitar as crianças e ser presença de Jesus “me visitantes’

09 DE ABRIL Capitulo 21 A PARÁBOLA DO PATRÃO GENEROSO

Nota de introdução: Na presente mediação, voltamos atenção para o capítulo vinte. Aproxima o termino do nosso retiro. Louvo ao senhor por nossa disposição, a sua em nos acompanhar, e a minha em partilhar estas meditações. Semeamos. Os frutos desta semeadura são  com o senhor da vinha. Neste capítulo vinte, meditaremos sobre a parábola do pai generoso (da vinha) do Senhor, o terceiro anuncio da Paixão, a predição leva a incompreensão, expressa no pedido de lugares no Reino de Deus.  A atitude necessária para o seguimento é sempre a atitude do Serviço.
Pedido – Senhor move o coração de cada pessoa para responder ao teu chamado com generosidade, venham trabalhar na vinha do Senhor, tomando a cruz de cada dia e servindo ao teu Reino...
O texto em si: O Reino é comparada a um pai de família que saiu para chamar operários a sua vinha (20,1) combina um denário por dia (v. 2). Sai pela hora terceira e viu desocupados na praça. “ide vós para a vinha...” (v. 3). Tornaram a sair pela hora sexta e hora nona (v.5). Sai pela hora undécima porque fiscais ai o dia inteiro desocupados! “ide, também, vós” (7). Chegada a tarde para o acerto de contas começa pelo últimos até os primeiros receberam um denário cada um (v.9-10).Murmuração sobre o valor (v.11). Faço como quero (14-16).
Depois desta belíssima parábola, o mestre anuncia a sua gloriosa paixão, morte e ressurreição engano peregrina a Jerusalém (v17-19). Á predição leva a incompreensão, Expressa no pedido de lugares no Reino (MT 20,2028). E tal pedido é feito pela mãe. O mestre chama para a atitude de serviço e não de dominação. Continuando a peregrinação para Jerusalém conduz Jesus a Jericó e cura de dois cegos (Mt 20,29-34).
MEDITAÇÃO DO TEXTO: Caros filhos, este capítulo chama-me atenção três ideias fundamentais, a primeira sobre a parábola do patrão generoso (da vinha do senhor). Que mensagem fundamental de salvação quer transmitir a você “um patrão generoso’ chama em horários diferentes operários para trabalhar na vinha promete um denário a cada um. No final da tarde chama para o acerto. Todos recebem a mesma quantia iniciando pelos últimos, depois pelos primeiros. Mas alguns protestam. Sentem-se injustiçados. No entanto a parábola deseja destacar colocar em evidência a generosidade do patrão que evidentemente é Deus Pai, os trabalhadores são os servos e servas e o trabalho é o serviço na igreja do Senhor. Santo Irineu interpretou esta parábola inserindo as etapas das idades com a história da salvação...origens as idades da vida. Sai interpretações significativas. É verdade que os diferentes horários evidência a ideia global proclamar a bondade de Deus que supera a justiça operada na antiga lei, outra justiça é superior. A justificativa operada por Deus mediante o mistério da morte e ressurreição de Jesus em favor do homem e da mulher. É Dom de Deus e resposta livre primeiro do povo de Israel e depois do novo Israel a igreja do senhor. A parábola deseja universalizar a salvação primeiro aos judeus e em seguida aos  gentios. Aceitar e acolher outros na vinha do Senhor.
Assim os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Quem são estes últimos e quem são estes primeiros! Os primeiros chamados ao reino de Deus eram todo o povo de Israel. Paulo apóstolo na carta aos romanos testemunha a situação de Israel. “... a eles pertencem a adoção filial, a glória, as alianças, a legislação, o culto, as promessas, aos quais pertencem  os patriarcas, e dos quais descende Cristo, segundo a carne, que é acima de tudo, Deus bendito pelos séculos”. (Rom 9,4-5). Os últimos da parábola são os pecadores, os pequeninos também chamados ao Dom da salvação. ‘O Reino  pertence aos pobres e aos pequeninos, isto é, aos que o acolherem com um coração humilde. Jesus é o enviado para evangelizar os pobres” (Lc 4,18). Ninguém deve ficar de fora do reino de Deus, do dom da salvação que Jesus trouxe. A parábola denuncia uma religião com base a mérito e demérito, a justiça e injustiça com base no ‘fazer’ para ter. A atitude do Pai é Justa e bondosa que Jesus encarna. Que a Igreja deve continuar na peregrinação da fé e da Evangelização.

ORAÇÃO DO TEXTO – caro retirante, ao preparar esta meditação recordei profundamente de um ano vocacional que teve como tema a vinha do senhor e o lema ide, vos trabalhar na vinha do Senhor. Senhor, fazei que eu ande!
Libertai minhas pernas da preguiça, afastai do meu corpo a vontade de acomodar-me.
Desatai meu coração das amarras que o prendem às coisas sem importância.
Soltai meu espírito da desgraça do egoísmo e da indiferença.
Fazei com que eu me disponha a ir ao encontro da humanidade que ainda não achou
o rumo da salvação.

Senhor, que eu não fique
que eu não fique dormindo no meu barco ancorado num mar de tranqüilidade,
que eu não fique vegetando nesta "doce vida" de cristão convencido de possuir
"o passaporte" para o reino dos céus,
mas que eu sinta, como o apóstolo Paulo,
o desejo de andar e a inquietação missionária: "Ai de mim se não evangelizar".

Senhor, que eu me dirija
ao encontro daquele que sofre, porque ninguém ainda lhe estendeu a mão;
ao encontro daquele que chora, porque ninguém ainda o amou;
ao encontro daquele que caminha nas trevas, porque ninguém lhe mostrou o caminho da luz.

Senhor, que eu seja capaz
De levar uma fatia de pão e um copo de água: o pão do calor humano e a água da vida.
Que em vez de maldizer, eu seja capaz de acenar para uma luz que conduz ao bem comum.
Que eu seja capaz de ser uma esperança amiga que desperte a fé e encaminhe as pessoas
para o amor.

Senhor, que eu ande sempre,
Mas não me deixes partir sozinho e de mãos vazias.
Fazei com que eu leve comigo o suave peso da Vossa presença.
Dai-me, todos os dias, a vontade de ser alguém a serviço do Vosso amor.

Que assim seja! Amém !

Fonte: Missão Jovem
Meditação 2: segue a esta parábola o terceiro anúncio da paixão gloriosa de Cristo. Faz parte do desígnio do Pai o filho passar pela morte a plenitude da vida. Jesus nasceu para morrer para ressuscitar e ressuscita para dar a Igreja o primeiro Dom que ontem todos os dons. “o mistério pascal de Jesus é o ato de obediência e amor ao Pai e de entrega por todos os seus irmãos. Com esse ato, o Messias doa plenamente aquele vida que oferecia nos caminhos e aldeias da Palestina. Por seu sacrifício voluntário, o cordeiro de Deus oferece sua vida  nas mãos do pai (cf. Lc 23,46), que o faz salvação para “para nós’ (1Cor 1,30) pelo mistério pascal, o pai sela a nova aliança e gera um novo povo que tem por fundamento seu amor gratuito de Pai que o salva (Dap, n 143).
A revelação de Jesus segue a incompreensão dos doze. A mãe suplica a Jesus os primeiros lugares no reino de Jesus (a direita e a esquerda) mesma dignidade. A responda de Jesus ao pedido da mãe em favor dos filhos é: não sabeis o que está pedindo (v.22). Podes beber do cálice do vou beber. Podemos, respondem eles. Jesus concorda com eles, mas o colocar a sua direta ou esquerda não lhe compete (v.23). Ouvindo isso os doze também desejam o poder e ficam indignados. Jesus aproveita o ensejo para catequizá-los com o novo sentido de poder. Poder é servir. E Jesus se colocou nesta atitude durante toda a vida e agora se aproxima o máximo serviço, dar a vida no altar da cruz. “Não vim para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos” (Mat 20,28). “No seguimento de Jesus Cristo, aprendemos e praticamos as bem aventuranças do Reino, o estilo de vida do próprio Jesus; seu amor e obediência filial ao pai, sua compaixão entranhável frente á dor humana, sua proximidade aos pobres e aos pequenos, sua fidelidade á missão recebida, seu amor serviçal até á doação de sua vida.” (Dpa, n. 139). Amém.
ORAÇÃO DO TEXTO – que o Senhor ilumine od caminhos dos nossod jovens para a escolha vocacional.



Oremos

Jesus, mestre divino, que chamastes os Apóstolos a vos seguirem,
continuai a passar pelas nossas famílias, pelas nossas escolas e
continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens.
Dai coragem às pessoas convidadas. Dai força para que vos
sejam fiéis como apóstolos leigos, como diáconos,
padres e bispos, como religiosos e religiosas,
como missionários e missionárias, para o bem
do povo de Deus e de toda a humanidade.
Amém.
CONTEMPLAÇÃO DO TEXTO: Releia em sua vida as atitudes dos personagens do capítulo, meditado, orado, agora a contemplação você continua... é momento de voltar a si para voltar-se para Deus.

AÇÃO DO TEXTO :



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